Anvisa aprova versão multidose do Mounjaro para tratamento do diabetes tipo 2
Foto: Freepik A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova versão do medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento do ...
Foto: Acervo Pessoal
A Endometriose afeta cerca de 8 milhões de mulheres no Brasil e mais de 190 milhões em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mesmo com alta prevalência, o diagnóstico ainda costuma ser tardio, frequentemente marcado por anos de sintomas ignorados ou normalizados.
A doença é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo atingir órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse processo provoca inflamação recorrente, que pode causar dor intensa, aderências e alterações anatômicas. Entre os principais sintomas estão cólicas menstruais incapacitantes, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, alterações intestinais cíclicas e dificuldade para engravidar.
Apesar dos sinais evidentes, o tempo médio para diagnóstico pode variar entre sete e dez anos após o início dos sintomas. O atraso está associado à banalização da dor menstrual, à falta de informação e à dificuldade de acesso a atendimento especializado. Nesse período, a doença pode evoluir, comprometendo a qualidade de vida, a saúde mental e os planos reprodutivos.
De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, entre 30% e 50% das mulheres com endometriose enfrentam dificuldade para engravidar. A inflamação pode afetar a anatomia das trompas, a qualidade dos óvulos e o ambiente necessário para a fecundação e implantação do embrião. Em muitos casos, a investigação da infertilidade é o que leva ao diagnóstico da doença.
O tratamento varia conforme a intensidade dos sintomas, a extensão da condição e o desejo reprodutivo da paciente, podendo incluir controle hormonal, cirurgia minimamente invasiva e acompanhamento multidisciplinar. Quando há impacto na fertilidade, técnicas como a Fertilização in Vitro podem aumentar as chances de gestação ao contornar barreiras causadas pela doença.
Além dos efeitos físicos, especialistas alertam para o impacto emocional da endometriose. A dor crônica e as limitações no dia a dia podem gerar ansiedade e sofrimento psicológico, reforçando a importância de um atendimento integrado e humanizado.
Durante o mês de conscientização, o alerta é direto: dor intensa não deve ser considerada normal. Informação, escuta qualificada e diagnóstico precoce são fundamentais para controlar a doença, evitar complicações e preservar a saúde reprodutiva.
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