Ocupação hoteleira deve se manter acima de 65% após o Carnaval
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Fotos: Matheus Landim / GOVBA
O ferryboat Juracy Magalhães, que operou por quase 46 anos na travessia Salvador-Itaparica, foi afundado de forma controlada nesta sexta-feira (21), na região do Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, para a criação de um recife artificial. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria do Turismo da Bahia (Setur-BA), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Marinha do Brasil.
A embarcação de 800 toneladas e 71 metros de comprimento passou por inspeções ambientais para remoção de resíduos e espécies invasoras antes de ser submersa a quatro quilômetros da costa e a 30 metros de profundidade. O objetivo é transformar a estrutura em habitat para corais e diversas espécies marinhas, além de impulsionar o turismo de mergulho na capital baiana.
Impacto ambiental e turístico
O biólogo do Inema, Marcelo Peres, explicou que em apenas um ano o ferry deverá estar completamente tomado por corais e outras formas de vida marinha. “Fizemos estudos prévios de sedimentos, biodiversidade e quatro vistorias na embarcação para garantir que não houvesse impactos ambientais negativos. A expectativa é muito positiva para a biodiversidade e o turismo do Estado”, afirmou.
O secretário do Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, destacou que este é o nono afundamento controlado realizado na costa de Salvador e na Baía de Todos-os-Santos, reforçando o potencial da cidade para o turismo náutico. “Queremos transformar Salvador no maior parque de turismo de mergulho urbano do mundo. A proximidade dos naufrágios com a costa permite que mergulhadores amadores tenham essa experiência com um treinamento rápido”, explicou.
Instrutora de mergulho e empresária do setor, Tania Corrêa ressaltou a importância do recife artificial para a conservação marinha e o turismo. “O ferry Agenor Gordilho, afundado em 2020, já está todo coberto de corais e abriga espécies ameaçadas de extinção. Com isso, mergulhadores do mundo inteiro vêm explorar os naufrágios únicos de Salvador”, destacou.
Desde a última ação de afundamento, há quatro anos, a Setur-BA registrou um aumento de 435% na procura por atividades de mergulho. A criação de novos recifes artificiais segue como estratégia para consolidar Salvador como um dos principais destinos de turismo subaquático no Brasil.
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