Vacinação e diagnóstico precoce são essenciais contra meningite, alerta infectologista
Brasil já contabiliza 8.623 casos de meningite em 2026, sendo 305 na Bahia; formas bacterianas podem evoluir rapidamente e provocar sequelas graves
Foto: Marcos Welber
A Bahia já contabiliza 305 casos confirmados de meningite em 2026, segundo o Painel Epidemiológico de Meningite do Ministério da Saúde. No Brasil, são 8.623 registros neste ano. Os dados ganham atenção nesta segunda-feira (5), Dia Mundial de Combate à Meningite, data dedicada à conscientização sobre prevenção, vacinação e reconhecimento rápido dos sintomas da doença.
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal e pode ter diferentes causas. Vírus, bactérias, fungos e parasitas estão entre os agentes possíveis. A origem da infecção interfere diretamente na gravidade e na forma de tratamento. “A causa muda tudo. A meningite bacteriana é uma emergência médica, com risco de morte e de sequelas, enquanto a viral costuma ter evolução mais branda”, explica o infectologista Marcelo Cordeiro, consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde.
Entre as meningites bacterianas, estão as provocadas pelo meningococo, pelo pneumococo e pelo Haemophilus influenzae tipo b, conhecido como Hib. O meningococo pode ser transmitido por secreções respiratórias em contatos próximos e prolongados. Nesses casos, pessoas que tiveram contato direto com o paciente podem receber indicação médica de antibiótico preventivo. A vacinação também tem papel central na prevenção, com imunizantes disponíveis no sistema público para diferentes faixas etárias e grupos de risco. A vacina contra o meningococo B também é encontrada na rede privada.
Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos e sensibilidade à luz estão entre os sintomas mais comuns. Em bebês, irritabilidade, choro persistente e moleira abaulada também podem aparecer. O diagnóstico pode envolver análise do líquor, hemocultura e testes moleculares para identificação do agente causador. “Não dá para esperar. Diante desses sintomas, a pessoa deve procurar atendimento imediatamente, porque o tratamento precoce reduz o risco de sequelas e de morte”, alerta Cordeiro.