Outubro Rosa: Bahia deve registrar 4.480 novos casos de câncer de mama em 2026
Estimativa do INCA aponta 78.610 novos diagnósticos anuais no Brasil entre 2026 e 2028, enquanto especialistas destacam diferentes etapas do cuidado.
Foto: Camilla Oliveira
A Bahia deve registrar 4.480 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No país, a projeção é de 78.610 novos diagnósticos por ano entre 2026 e 2028. Os números ajudam a dimensionar uma doença que corresponde a 30% dos novos casos de câncer entre mulheres brasileiras, quando desconsiderados os tumores de pele não melanoma.
No Outubro Rosa deste ano, o Grupo HERA — Cuidado Integral da Mama propõe ampliar a discussão para todas as etapas da jornada da paciente, desde a avaliação individual de risco e a investigação de alterações até a definição do tratamento e o acompanhamento posterior. Idade, histórico familiar, alterações genéticas e antecedentes pessoais podem influenciar as orientações médicas. Uma alteração na mama também não representa, necessariamente, um diagnóstico de câncer e pode exigir exames de imagem e, quando indicada, biópsia.
Quando a doença é confirmada, características como receptores hormonais, HER2, estágio e perfil do tumor ajudam a definir a estratégia terapêutica. Por isso, pacientes podem percorrer caminhos distintos, envolvendo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapias-alvo, de acordo com cada caso. “Hoje sabemos que câncer de mama não é uma doença única. Existem diferentes subtipos, diferentes comportamentos biológicos e diferentes respostas aos tratamentos”, explica a oncologista Vanessa Dybal, do Grupo HERA.
O cuidado também permanece depois do término das terapias. Dependendo do tratamento realizado, o acompanhamento pode envolver fadiga, neuropatia, alterações hormonais, saúde óssea e cardiovascular, sexualidade e bem-estar emocional, além dos desafios da retomada do trabalho, da atividade física e da rotina familiar. É essa perspectiva que orienta o conceito adotado pelo Grupo HERA no Outubro Rosa de 2026: “O câncer de mama faz parte da minha história, mas não é a minha história inteira.”