Saúde

Sarampo acende alerta no Brasil; vacinação é principal estratégia para conter transmissão

Casos registrados no país estão relacionados à importação do vírus, enquanto Ministério da Saúde amplia vacinação em três municípios paulistas

Sarampo acende alerta no Brasil; vacinação é principal estratégia para conter transmissão
Da Redação

Da Redação

24/08/2026 2:44pm

Foto: Marcos Welber/Acervo Sabin


O Brasil registra 24 casos de sarampo em 2026, todos relacionados à importação do vírus, segundo atualização do Ministério da Saúde. Três ocorrências foram encerradas sem risco de disseminação e outras 21 permanecem em acompanhamento no estado de São Paulo — 18 na capital, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos. A situação levou o governo federal a ampliar temporariamente a vacinação nesses três municípios, onde pessoas de 6 meses a 59 anos passaram a integrar uma estratégia especial de imunização durante a Campanha de Multivacinação.

Altamente contagioso, o sarampo é transmitido principalmente por via respiratória e pode provocar febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse e irritação nos olhos, além de complicações como pneumonia e encefalite. Para o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, a redução da cobertura vacinal aumenta o risco de reintrodução e circulação da doença. O Brasil recuperou, em 2024, a certificação de país livre da transmissão endêmica do sarampo, e a vacinação continua sendo a principal ferramenta para preservar essa condição.

Pelo Calendário Nacional de Vacinação, a primeira dose contra o sarampo é administrada aos 12 meses, por meio da tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O esquema infantil é complementado aos 15 meses. Pessoas que não foram imunizadas ou não sabem se estão com a vacinação atualizada devem buscar orientação em uma unidade de saúde, especialmente antes de viagens para regiões com circulação da doença. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a campanha temporária ampliou a recomendação para a população de 6 meses a 59 anos, seguindo critérios específicos para cada faixa etária e histórico vacinal.

A confirmação laboratorial também tem papel importante na vigilância do sarampo. A sorologia permite identificar anticorpos associados à infecção e diferenciar a doença de outras condições que apresentam febre e manchas na pele. Em situações suspeitas, porém, a orientação é procurar rapidamente um serviço de saúde, sem aguardar por conta própria o resultado de exames. A Bahia não possui registro atual de casos segundo as informações fornecidas no material-base; os últimos casos citados ocorreram em 2020.