Verão pede atenção redobrada com a saúde dos pets
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Foto: Freepik e Arquivo Pessoal
A Bahia registra, nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, um marco histórico na área da saúde e da medicina regenerativa: a primeira aplicação da polilaminina em um paciente baiano com lesão medular. O procedimento está agendado para ocorrer à meia-noite, em Salvador, e representa um avanço inédito no tratamento de pacientes vítimas de traumatismo raquimedular no Brasil.
O paciente é um médico baiano, que sofreu um grave acidente no dia 11 de dezembro, no município de Simões Filho, quando se deslocava para cumprir um plantão em Salvador. Após o ocorrido, ele foi submetido a uma cirurgia e diagnosticado com traumatismo na coluna cervical, com lesão medular na região T3–T4, condição que resultou na perda dos movimentos do peito para baixo.
Diante do quadro, a família ingressou com uma liminar judicial que obrigou o laboratório Cristália a fornecer o medicamento experimental, desenvolvido para atuar na regeneração de axônios rompidos na medula espinhal.
A aplicação da substância será realizada pelos médicos Dr. Bruno Côrtes e Dr. Arthur Forte, integrantes da equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que estarão em Salvador para conduzir o procedimento.
O procedimento realizado na Bahia acontece uma semana após o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciarem oficialmente o início do estudo clínico de fase 1 da polilaminina para o tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM).
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e marca um avanço regulatório e científico sem precedentes ao autorizar o desenvolvimento de uma nova terapia voltada a pacientes com lesões na medula espinhal, com potencial de futura incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“É um marco importante para a saúde, especialmente para pessoas com lesão medular aguda e crônica. Cada avanço científico e tecnológico renova a esperança e reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento da pesquisa clínica”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Os estudos com a polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da UFRJ, sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália. O projeto contou com investimentos do Ministério da Saúde desde a fase básica da pesquisa, assegurando rigor científico e segurança antes de qualquer aplicação em seres humanos.
Com a autorização da Anvisa, o estudo clínico de fase 1 será realizado com cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, portadores de lesões agudas completas da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10, submetidos a cirurgia em até 72 horas após a lesão. Os centros onde o estudo será realizado ainda serão definidos.
Segundo a Anvisa, a aprovação do estudo foi priorizada por se tratar de uma pesquisa 100% nacional, de alto interesse público, que fortalece a ciência, a indústria farmacêutica brasileira e a soberania científica do país.
A polilaminina é uma proteína presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos. O estudo clínico tem como objetivo avaliar a segurança da aplicação, identificar possíveis riscos e estabelecer bases sólidas para a continuidade do desenvolvimento clínico da terapia. Durante todo o processo, os participantes serão monitorados de forma rigorosa quanto a eventos adversos, garantindo protocolos de segurança elevados.
A primeira aplicação da polilaminina em um paciente baiano coloca a Bahia na vanguarda da inovação científica e médica no Brasil, simbolizando não apenas um avanço terapêutico, mas também uma esperança concreta para milhares de pessoas que convivem com lesões na medula espinhal.

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