Saúde

Dia Mundial do Rim alerta para avanço silencioso da doença renal crônica

Dia Mundial do Rim alerta para avanço silencioso da doença renal crônica
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

12/03/2026 2:47pm

Foto: Freepik

Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais. O alerta ganha ainda mais relevância após a Organização Mundial da Saúde reconhecer, em maio de 2025, a Doença Renal Crônica como prioridade global de saúde pública, inserindo-a entre as principais doenças crônicas não transmissíveis, ao lado de problemas cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o reconhecimento amplia a visibilidade da doença no cenário internacional e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção e tratamento. A entidade também chama atenção para a influência de fatores ambientais e hábitos de vida no desenvolvimento de problemas renais ao longo da vida.

Em entrevista à Agência Brasil, o nefrologista Geraldo Freitas, do Hospital Universitário de Brasília, explicou que os rins exercem funções essenciais para o equilíbrio do organismo. “Eles são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas pela urina e manter o equilíbrio de sais como sódio, potássio e cálcio. Também produzem hormônios importantes para o controle da pressão arterial”, destacou.

Segundo o especialista, algumas condições aumentam significativamente o risco de comprometimento da função renal. Entre os principais fatores estão diabetes, hipertensão arterial, histórico familiar de doença renal, obesidade, sedentarismo, tabagismo, uso frequente de anti-inflamatórios, doenças cardiovasculares, infecções urinárias recorrentes e desidratação.

Freitas ressalta ainda que as doenças renais costumam evoluir de forma silenciosa. “É comum que os pacientes procurem o nefrologista apenas quando já há perda importante da função renal”, afirma. Por isso, exames simples como creatinina no sangue e análise de urina com pesquisa de albuminúria são fundamentais para o rastreamento precoce da doença.

Alguns sinais podem indicar a necessidade de procurar avaliação médica, como inchaço nas pernas ou no rosto, urina escura ou espumosa, mudanças no padrão urinário, fadiga excessiva, aumento persistente da pressão arterial, náuseas frequentes e dificuldade para controlar a glicemia.

A orientação dos especialistas é manter hábitos saudáveis, hidratação adequada, acompanhamento médico regular e controle de doenças como diabetes e hipertensão, medidas que ajudam a preservar a saúde dos rins e reduzir o risco de complicações.