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Uma pesquisa inédita da Unicamp revelou que a musculação promove uma reprogramação molecular no fígado capaz de reverter os danos causados pela obesidade. O estudo, publicado em julho de 2026, demonstrou em testes de laboratório que o treinamento de força atua diretamente na epigenética (mudanças no funcionamento dos genes sem alterar o código do DNA). Essa descoberta comprova que os benefícios de levantar pesos vão muito além dos músculos, agindo como um protetor celular para órgãos internos sobrecarregados pelo excesso de gordura.
Em organismos obesos, o acúmulo excessivo de gordura cria um ambiente inflamatório e tóxico que deixa o fígado "surdo" à insulina, gerando a perigosa resistência à insulina. Com a prática constante da musculação, os pesquisadores observaram que as células do fígado recuperam a sensibilidade à insulina e saem do estado de alerta.
O exercício reduziu a inflamação local e bloqueou a ação de enzimas que destroem o órgão ao causar fibrose, que é o surgimento de cicatrizes que destroem o tecido saudável.O grande segredo do processo está na recuperação das mitocôndrias, conhecidas como as "usinas de energia" das células. O esforço muscular impulsionou a produção da proteína ATP5, fornecendo energia abundante para o fígado se regenerar de forma saudável. Ao devolver essa capacidade energética, o organismo desliga o "modo de emergência" genético, impedindo o avanço de doenças hepáticas graves e do diabetes tipo 2