Calor em Salvador exige cuidados com o coração, alerta cardiologista
Foto: Divulgação Manter a temperatura do corpo sob controle nos dias quentes exige esforço adicional do coração. O alerta é do cardiologista André Durães, dire...
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Uma descoberta inovadora feita pelo biomédico brasileiro Matheus Henrique Dias pode abrir novas possibilidades no combate ao câncer colorretal, o segundo mais comum no Brasil. Em vez de inibir o crescimento das células cancerígenas, como é feito nos tratamentos convencionais, a técnica busca superestimulá-las até que atinjam um nível de estresse tão elevado que entram em colapso e morrem. Esse efeito, apelidado de "tilt", já foi documentado em revistas científicas e está sendo estudado no Instituto do Câncer da Holanda, onde os primeiros testes em pacientes ocorrerão nos próximos meses.
A proposta, que desafia a lógica tradicional, nasceu quase por acidente em laboratório: Matheus aplicou uma substância para estimular a divisão celular e, ao invés de observar um crescimento mais rápido, notou que as células pararam de se multiplicar. Intrigado, ele aprofundou a pesquisa e, após anos de estudos, comprovou que essa sobrecarga nas células cancerígenas as leva à morte. Combinando duas medicações, a técnica impede que as células cancerígenas tentem se regenerar, o que pode resolver problemas comuns nos tratamentos convencionais, como a resistência ao tratamento e o ataque a células saudáveis.
Especialistas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) consideram a pesquisa promissora, mas alertam que são necessárias várias etapas de testes para garantir a segurança e a eficácia da técnica antes de estar disponível ao público. Jorge Sabbaga, oncologista do Icesp, destaca que “a descoberta é revolucionária e poderá ter grande valia no futuro”, enquanto João Viola, coordenador do Inca, explica que os resultados atuais, ainda em fase pré-clínica, indicam novas perspectivas para o tratamento do câncer, mas ressalta que o processo até a aplicação clínica é longo.
Além do câncer colorretal, a técnica tem potencial para ser aplicada em diferentes tipos de tumores, e Matheus acredita que pode representar uma nova chance de cura para muitos pacientes.
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