O Silêncio dos Números e a Surdez das Lideranças
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Você já ouviu falar em Phygital? Se não, o termo refere-se à crescente fusão dos ambientes físico e digital, impulsionada pelo avanço tecnológico. Esta integração cria uma realidade híbrida que expande a interação humana por meio de novas formas de engajamento. No setor da saúde, o conceito de Phygital foi adotado em centros de inovação, com a implementação de ferramentas como visualizações 3D, realidade aumentada e vídeos interativos, com o objetivo de enriquecer a experiência do usuário e fortalecer o domínio da saúde digital.
Por exemplo, totens que medem a pressão arterial, frequência cardíaca, oxigenação do sangue e temperatura corporal são cada vez mais comuns em centros de saúde, tanto privados quanto públicos. Eles atuam como solução para reduzir o tempo de espera e fornecer aos profissionais de saúde uma quantidade maior de dados sobre os pacientes. O Phygital não apenas melhora a experiência, mas também personaliza o atendimento, tornando a relação entre pacientes e instituições de saúde mais próxima e eficaz.
O conceito de Phygital estende-se ainda mais. Por meio da digitalização de processos, as organizações de saúde adotaram prontuários eletrônicos, prescrições médicas e receitas online, facilitando a comunicação entre a equipe de saúde e os pacientes.
A telemedicina é um exemplo concreto da aplicação do Phygital. Plataformas digitais permitem que médicos e pacientes interajam remotamente para consultas e acompanhamento de tratamentos, expandindo o acesso aos serviços de saúde e contribuindo para sua democratização. Essa metodologia traz conveniência, sobretudo para aqueles que têm dificuldades de locomoção até uma unidade de atendimento médico.
A integração do phygital na educação sobre telemedicina representa uma estratégia inovadora e inclusiva. Quiosques interativos em locais estratégicos oferecem uma experiência tangível e imediata, enquanto workshops e tutoriais online proporcionam aprendizado contínuo e adaptável.
A combinação de mídias físicas e digitais em campanhas educativas permite uma comunicação mais efetiva, alcançando diferentes perfis de usuários. Essa abordagem holística não apenas facilita o acesso à informação, mas também promove uma compreensão mais profunda e um engajamento mais significativo com a telemedicina, contribuindo para sua aceitação e integração no cotidiano das pessoas.
Dessa forma, damos mais um passo significativo para integrar saúde e tecnologia que facilitam a jornada do paciente, de maneira simples, assertiva e humanizada. Empresas que implementam o conceito phygital são capazes de proporcionar uma experiência ao cliente fluida e integrada, com transições suaves entre ambientes online e offline. Esta integração está emergindo como um diferencial competitivo significativo.
Segurança digital
Quando olhando para a cibersegurança, as empresas estão enfrentando os desafios de segurança no ambiente Phygital com uma abordagem multifacetada, reconhecendo que a convergência do físico e do digital exige uma estratégia de segurança robusta e integrada. Primeiramente, há um investimento significativo em tecnologias de proteção de dados, como criptografia avançada e autenticação multifatorial, para garantir que as transações e interações dos clientes sejam seguras em todos os pontos de contato.
Nesse contexto, as organizações estão implementando sistemas de gerenciamento de identidade e acesso para controlar quem pode acessar informações sensíveis, tanto internamente quanto no ambiente do cliente.
A conscientização é outra frente importante, com empresas educando funcionários e clientes sobre os riscos potenciais e melhores práticas para evitar violações de dados. Isso inclui treinamento regular e simulações de ataques cibernéticos para preparar o tempo de resposta da equipe de forma eficaz. As empresas também estão adotando uma abordagem proativa para monitorar ameaças, utilizando inteligência artificial e aprendizado de máquina para detectar e responder a atividades suspeitas em tempo real.
É inevitável que a segurança física esteja cada vez mais interligada com a segurança digital, com sistemas que podem, por exemplo, desativar remotamente o acesso em caso de uma violação de segurança detectada digitalmente.
Além disso, as empresas estão adotando práticas de design seguro desde o início do desenvolvimento de produtos e serviços Phygitais, garantindo que a segurança seja uma consideração primária e não apenas um complemento. Isso envolve a realização de avaliações de risco e testes de penetração regulares para identificar e corrigir vulnerabilidades antes que elas possam ser exploradas.
Por fim, a colaboração e o compartilhamento de informações entre empresas e com órgãos reguladores estão se tornando práticas comuns para melhorar a resposta a ameaças de segurança. Ao trabalhar juntos, os setores podem desenvolver padrões de segurança mais fortes e responder de maneira mais coordenada a incidentes de segurança, beneficiando a todos no ecossistema phygital.
**Gian Pestana é COO e co-fundador da Doutor Ao Vivo. Com formação acadêmica em tecnologia e gestão pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o executivo também é investidor-anjo.
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