"Outro Atestado Médico?" (E Quem Paga a Conta é Sempre Você)
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Foto: Acervo Pessoal
No setor de imóveis, agir sem dados é como construir sem fundação. O ciclo imobiliário repete-se em quatro fases — recuperação, crescimento, estabilização e queda — e sua duração tem se estendido além da média de dez anos observada no passado.
Saber em que ponto desse relógio estamos não é curiosidade, mas obrigação de quem incorpora, negocia ou administra patrimônios. Especialistas lembram: é preciso entrar na baixa e sair na alta, pois cada mercado tem seu momento. Como obras levam dois ou três anos do terreno à entrega, lançar um empreendimento na fase errada pode resultar em estoque encalhado.
Um estudo de mercado bem estruturado é a bússola desse processo. Ele começa definindo o objetivo — avaliar demanda por imóveis residenciais ou comerciais, mapear concorrentes ou identificar áreas de crescimento. Em seguida, analisa a região: demografia, infraestrutura e tendências locais. Avaliar oferta e demanda envolve quantificar imóveis disponíveis, tempo médio de venda ou locação e preços por metro quadrado. A análise de concorrência revela quem domina a região, quais produtos oferecem e a estratégia de preços. Por fim, examinam-se fatores econômicos como juros, inflação e políticas públicas, além de projetar cenários futuros.
O resultado é uma fotografia do mercado que orienta decisões de compra, lançamento e vendas, minimizando riscos financeiros.
Complementar ao estudo de mercado, a análise de viabilidade econômica verifica se o empreendimento vale a pena. Antes de adquirir um terreno, é crucial saber se o projeto gerará a rentabilidade esperada e qual será seu impacto na empresa. Quando o capital é limitado, a viabilidade ajuda a priorizar iniciativas e alocar recursos de forma estratégica. Além de estimar receita, custos, fluxo de caixa e indicadores financeiros como valor presente líquido e taxa interna de retorno, essa análise avalia o alinhamento do produto à vocação da região. Não basta imaginar torres residenciais em uma área industrial; é preciso ajustar o projeto ao que o mercado absorve.
A inteligência de mercado conecta todas essas informações. Em vez de confiar no “feeling”, incorporadoras e imobiliárias estão cada vez mais buscando empresas especializadas em inteligência de mercado imobiliário para entender padrões de absorção, vacância e comportamento do consumidor, e não softwares com “algoritmos mágicos”.
Ao alinhar o estudo de mercado com o ciclo econômico, CMO’s, CEO’s e gestores definem estratégias de marketing mais efetivas: campanhas de branding e captação na recuperação, ofertas agressivas na expansão, retenção de clientes na estabilização e sobrevivência na queda. Assim, o marketing conversa com o cronograma de obra e com o bolso dos investidores.
Se ainda parece arriscado decifrar sozinho esse emaranhado de dados, conte com quem entende de inteligência de mercado — antes que o tempo faça girar o relógio e você perca o melhor momento.
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