O Silêncio dos Números e a Surdez das Lideranças
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Por Georges Humbert, advogado especialista em Direito e Sustentabilidade e vice-presidente de Sustentabilidade da Associação Comercial da Bahia (ACB)
Foto: Acervo Pessoal
Em um cenário onde o desenvolvimento econômico sustentável se entrelaça cada vez mais com a preservação ambiental, a Associação Comercial da Bahia (ACB) tem se posicionado como uma protagonista fundamental na defesa de políticas que equilibrem esses pilares. O licenciamento ambiental, processo essencial para a viabilização de empreendimentos, frequentemente se depara com desafios como insegurança jurídica e demoras excessivas, impactando diretamente os empresários baianos. Neste artigo, destacamos as iniciativas da ACB nesse tema e como a entidade atua como uma aliada estratégica para seus associados, auxiliando-os a navegar por essas complexidades.
Uma das ações mais recentes e impactantes da ACB foi o ingresso como Amicus Curiae (Amiga da Corte) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.913, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (IBRADES), visa defender a constitucionalidade da Lei Geral de Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A ACB argumenta que essa legislação não representa uma flexibilização da proteção ambiental, mas sim uma modernização e organização do sistema regulatório, promovendo segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos.
A nova lei estabelece regras claras, conciliando a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico responsável. Para a ACB, esse marco regulatório é crucial para reduzir burocracias desnecessárias, agilizar processos e manter os padrões constitucionais de proteção ambiental. Essa defesa no STF reflete o compromisso da entidade em influenciar positivamente o ambiente de negócios na Bahia e no Brasil, especialmente em um estado rico em recursos naturais como o nosso, onde o licenciamento afeta setores como indústria, agricultura e turismo.
Como auxiliar aos empreendedores associados, a ACB vai além das ações institucionais. A entidade oferece suporte técnico e orientação para lidar com a insegurança e as demoras na obtenção de licenças. Por meio de assessoria jurídica especializada, workshops e parcerias com órgãos ambientais, os associados recebem ferramentas para agilizar processos e mitigar riscos. Um exemplo recente é o lançamento de uma pesquisa direcionada aos empresários baianos, com o objetivo de identificar desafios prioritários – incluindo questões relacionadas ao licenciamento – e alinhar a atuação da ACB às demandas reais do setor produtivo. A iniciativa permite que a associação atue de forma proativa, representando os interesses coletivos e facilitando o diálogo com autoridades regulatórias.
Em tempos de transição para uma economia verde, a ACB demonstra que é possível aliar inovação empresarial com responsabilidade ambiental. Ao defender leis que promovem eficiência sem comprometer a sustentabilidade, e ao servir como ponte entre empreendedores e o poder público, a entidade fortalece o ecossistema de negócios na Bahia. Para os associados, isso significa não apenas superar obstáculos burocráticos, mas também contribuir para um futuro mais próspero e equilibrado. A ACB continua vigilante, pronta para novas batalhas em prol do desenvolvimento sustentável.
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