Feriado de 7 de setembro: Chapada Diamantina aparece entre destinos recomendados no Brasil
Foto: Reprodução A Chapada Diamantina foi incluída entre os destinos brasileiros indicados para quem pretende aproveitar o feriadão de 7 de setembro em co...
Fotos: Divulgação / Rede Quase Nativa
Com o patrocínio da Aipê – Aliança pela Inclusão Produtiva, o projeto Quase Nativa – Expedição Amazônia Paraense expande sua atuação e fortalece o turismo de base comunitária em territórios tradicionais do Marajó, Algodoal e Belém. A iniciativa inédita articula sustentabilidade, turismo consciente e valorização das culturas amazônicas, atuando diretamente em comunidades locais para promover capacitações, mentorias e roteiros turísticos autênticos.
Coordenado por Júlia Leão, Manoela Ramos, Silvia Matos e Murilo Savage, e realizado em parceria com a ONG SER, o projeto prepara lideranças e moradores para receber turistas com qualidade e responsabilidade, por meio de oficinas sobre recepção, gestão ambiental, acessibilidade, marketing e idiomas. Com a chegada da COP30 em Belém, prevista para 2025, a região ganha projeção internacional, e a iniciativa se antecipa para qualificar o turismo local.
A proposta do Quase Nativa combina preservação ambiental, inovação e identidade cultural, oferecendo experiências imersivas que vão desde a cerâmica marajoara, o carimbó e a culinária tradicional até trilhas ecológicas e a vivência do cultivo do açaí. Além disso, o projeto prevê a aquisição de equipamentos como caiaques e instrumentos musicais para fortalecer a infraestrutura das comunidades.
A Rede Quase Nativa, que já desenvolveu ações em Boipeba (BA), promove agora um intercâmbio entre saberes do Norte e do Nordeste do país, conectando ancestralidade afro-indígena e territórios tradicionais, com parcerias estratégicas que incluem Guia Negro-SP, Instituto Anotai-AP, Rio Geotour-RJ, ONG SER-BA e coletivos locais como o Ampac, no Marajó.
O grande diferencial da Expedição Amazônia Paraense é a criação de uma rede autônoma e sustentável de turismo, cuja gestão ficará a cargo das próprias comunidades, garantindo continuidade e geração de renda mesmo após o término do apoio institucional. “É um modelo que prioriza o cuidado com a natureza, a dignidade das pessoas e o fortalecimento das culturas locais”, destaca Thales Moraes, responsável pelo planejamento estratégico do projeto.
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