Turismo

ABIH Bahia estima receita hoteleira de R$ 5,2 bilhões em Salvador e cobra regulação de aluguéis de temporada

Cálculo aponta aproximadamente R$ 952 milhões em tributos, sem considerar encargos trabalhistas e outras taxas.

ABIH Bahia estima receita hoteleira de R$ 5,2 bilhões em Salvador e cobra regulação de aluguéis de temporada
Da Redação

Da Redação

17/09/2026 5:43pm

Foto: Divulgação

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Seção Bahia (ABIH-BA), defende a criação de regras mais equilibradas para hotéis e operações profissionais de hospedagem anunciadas em plataformas digitais, como o Airbnb. A entidade argumenta que as diferenças tributárias e operacionais entre os dois modelos comprometem investimentos, empregos e arrecadação no turismo de Salvador e da Bahia.

Segundo estimativa apresentada por Luciano Lopes, ex-presidente e atual vice-presidente da ABIH-BA, os hotéis de Salvador faturaram cerca de R$ 5,2 bilhões em 2025, considerando receitas com hospedagem, alimentos, bebidas e outros serviços. Com uma carga tributária estimada em 18,3%, o montante corresponderia a aproximadamente R$ 952 milhões em ISS, PIS, Cofins, ICMS, Imposto de Renda e Contribuição Social. O cálculo não contempla IPTU, encargos sobre a folha, taxas de funcionamento e outras obrigações.

A manifestação ocorre após um estudo da Fundação Getulio Vargas, divulgado pelo Airbnb, calcular em mais de R$ 2,1 bilhões a movimentação econômica associada à plataforma em Salvador no mesmo ano, com mais de R$ 176 milhões em tributos relacionados à atividade e à sua cadeia. A ABIH-BA observa que sua projeção considera apenas as receitas diretas dos hotéis, sem incluir os efeitos sobre fornecedores e prestadores de serviços.

Entre as medidas defendidas pela associação estão a identificação de operadores profissionais, maior transparência sobre as receitas, fiscalização tributária e exigências proporcionais de segurança, funcionamento e proteção ao consumidor. “Não é aceitável que negócios disputem o mesmo hóspede sob condições tão diferentes. Precisamos de regras que assegurem equilíbrio tributário e concorrencial”, afirma Luciano Lopes. A entidade cobra uma atuação coordenada dos governos municipal, estadual e federal, dentro das competências de cada esfera.