Bahia cria unidade de conservação para proteger 18 mil hectares na Chapada Diamantina
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Levantamento com 1.005 cidades, estados e regiões mostra avanço das soluções naturais, apesar das restrições orçamentárias
Foto: Reprodução / Pinterest
Um projeto de R$ 1,8 bilhão para revitalizar a bacia do Arroio Dilúvio colocou Porto Alegre entre as iniciativas destacadas em um levantamento internacional sobre o uso da natureza no enfrentamento aos eventos climáticos severos. A Operação Urbana Consorciada Nova Ipiranga está prevista para alcançar 1.624 hectares e 16 bairros da capital gaúcha. O projeto reúne ações de saneamento, drenagem, infraestrutura verde e azul, espaços públicos, mobilidade e melhorias em habitações de interesse social.
A iniciativa foi citada no relatório Nature for People and Places, do CDP, maior plataforma global de divulgação ambiental e pioneira no reporte ambiental. O documento mostra como governos locais de diferentes países estão incorporando soluções baseadas na natureza às estratégias de resiliência urbana diante do avanço das inundações, das chuvas intensas e das ondas de calor.
Além da revitalização da bacia do Arroio Dilúvio, Porto Alegre busca recursos para implantar jardins de chuva. Essas estruturas aproveitam a infraestrutura pública existente para captar e gerenciar a água durante períodos de precipitação intensa. O levantamento analisou dados de 1.005 cidades, estados e regiões de 80 países, que, juntos, englobam 1,32 bilhão de pessoas. De acordo com o estudo, 55% das administrações pesquisadas já implementam soluções baseadas na natureza.
Entre os governos que possuem metas de adaptação climática, esse percentual chega a 70%. Os dados reforçam o avanço da natureza como parte das respostas adotadas pelas cidades para reduzir vulnerabilidades e enfrentar os efeitos dos eventos climáticos extremos. O relatório também aponta impactos que ultrapassam a proteção ambiental. Para 65% dos governos subnacionais, como municípios e estados, as soluções baseadas na natureza proporcionam benefícios à saúde pública, incluindo ar mais limpo e redução dos impactos provocados por eventos climáticos extremos.
A limitação de recursos, contudo, permanece como um dos principais obstáculos. Segundo o levantamento, 46% dos governos subnacionais relatam restrições orçamentárias para avançar com essas iniciativas. Em 2025, cidades, estados e outros governos subnacionais buscaram US$ 33,51 bilhões para financiar projetos de adaptação climática. Desse total, US$ 2,85 bilhões eram destinados exclusivamente a iniciativas voltadas à natureza.
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