Saúde

Outubro Rosa: saiba quais sinais do câncer de mama merecem atenção antes dos 40 anos

Com previsão de 78,6 mil novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028, doença também atinge mulheres com menos de 40 anos e pode apresentar tumores mais agressivos.

Outubro Rosa: saiba quais sinais do câncer de mama merecem atenção antes dos 40 anos
Da Redação

Da Redação

21/10/2026 11:40am

Foto: Magnific

O câncer de mama também pode atingir mulheres com menos de 40 anos, faixa etária em que a identificação da doença enfrenta desafios específicos. Durante o Outubro Rosa, a oncologista Carolina Soares, da Hapvida, chama a atenção para alterações nas mamas que não devem ser ignoradas, mesmo entre pacientes jovens. 

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028. Embora o risco aumente com a idade, estudos realizados no Brasil e em outros países apontam crescimento da incidência entre mulheres mais jovens.

Um dos desafios está no reconhecimento dos sintomas. Como não há rastreamento de rotina para todas as mulheres abaixo dos 40 anos, algumas alterações podem demorar a ser investigadas. Nódulos, mudanças no tamanho ou formato das mamas, retrações na pele, modificações no mamilo e secreções inesperadas estão entre os sinais que exigem avaliação médica. 

A especialista explica que mulheres jovens apresentam maior frequência de determinados tipos de tumores com comportamento mais agressivo, incluindo alguns casos de câncer triplo-negativo e HER2-positivo. A predisposição genética também merece atenção, especialmente quando há alterações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2. Entre pacientes diagnosticadas antes dos 40 anos, a avaliação para testes genéticos é recomendada pela oncologista, mesmo sem histórico familiar conhecido.

O diagnóstico nessa fase da vida também pode afetar decisões relacionadas à maternidade, à carreira e aos relacionamentos. Determinados tratamentos podem comprometer a fertilidade, tornando necessária uma conversa sobre alternativas como o congelamento de óvulos ou embriões antes do início da terapia. O acompanhamento psicológico também pode ajudar a lidar com os impactos emocionais da doença. 

Segundo Carolina Soares, as estratégias de investigação devem considerar os sintomas e os riscos individuais. Pelas orientações do Ministério da Saúde citadas pela especialista, a mamografia de rastreamento é recomendada a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos, enquanto pacientes mais jovens precisam de avaliação individualizada. A orientação é procurar atendimento médico diante de qualquer alteração suspeita, independentemente da idade.