Saúde

Outubro Rosa: quando outros exames podem complementar a mamografia

Ultrassonografia mamária e ressonância têm indicações específicas, definidas conforme histórico familiar, avaliação clínica e risco individual.

Outubro Rosa: quando outros exames podem complementar a mamografia
Da Redação

Da Redação

21/10/2026 1:55pm

Foto: Acervo Sabin

A escolha dos exames de imagem para acompanhar a saúde da mulher passa pela idade, pelo histórico familiar e pelas condições clínicas de cada paciente. No Outubro Rosa, a atenção ao câncer de mama abre espaço para esclarecer o papel desses métodos: a mamografia permanece entre os principais recursos de rastreamento, enquanto a ultrassonografia mamária e a ressonância das mamas têm indicações específicas. Segundo a ginecologista Luciana de Paiva Nery Soares, do Sabin Diagnóstico e Saúde, a ausência de sintomas também deve ser considerada nas consultas. “Muitas condições podem se desenvolver de maneira silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais”, explica.

A mamografia permite reconhecer alterações que ainda não podem ser percebidas pelo toque, como microcalcificações e determinados nódulos. O ultrassom mamário pode complementar a investigação de achados clínicos ou da própria mamografia e ser utilizado na avaliação de mamas densas. A ressonância é indicada em casos selecionados, incluindo o rastreamento de mulheres com alto risco para câncer de mama. Em outra frente do acompanhamento, a ultrassonografia pélvica transvaginal permite examinar útero, endométrio e ovários, auxiliando na investigação de miomas, adenomiose, pólipos, cistos e sangramento uterino anormal.

A presença de câncer de mama ou de ovário em familiares de primeiro grau, sobretudo quando o diagnóstico ocorreu em idade jovem, pode exigir uma avaliação de risco específica. Também merecem atenção situações como perimenopausa, uso de terapia hormonal e histórico de alterações ginecológicas. Para Luciana, não há um calendário único de exames de imagem aplicável a todas as pacientes. “É importante compreender que um exame de imagem não deve ser solicitado de maneira indiscriminada”, afirma. A definição dos métodos e dos intervalos deve acompanhar as necessidades identificadas em consulta.