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A violência contra a pessoa idosa engloba formas invisíveis como abandono emocional, negligência afetiva e isolamento social, temas destacados na campanha Junho Violeta. Mudanças naturais do envelhecimento aumentam a vulnerabilidade ao isolamento, que se agrava quando o idoso é excluído das decisões familiares, resultando em impactos na saúde física e mental.
O afastamento das relações sociais provoca consequências como alterações de humor, tristeza, distúrbios de sono e sedentarismo. De acordo com a psicóloga Fernanda Santos Quirino, da Hapvida, é essencial diferenciar o isolamento (falta de contato) da solidão (sentimento de vazio), observando mudanças repentinas no comportamento habitual do idoso.
Para reverter esse quadro, a família e a rede de apoio devem focar em relações baseadas na escuta e no respeito à autonomia. Estimular a participação em atividades coletivas, passeios e manter contatos frequentes fortalece o sentimento de pertencimento, reforçando que a inclusão e a valorização são direitos essenciais para um envelhecimento saudável.