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Especialistas alertam que pessoas com obesidade, diabetes e alterações metabólicas devem acompanhar a saúde do fígado, mesmo sem sinais aparentes.
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A gordura no fígado, conhecida atualmente como doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (MASLD), costuma evoluir de forma silenciosa. Em muitos casos, o diagnóstico acontece apenas durante exames de rotina. Quando sintomas começam a surgir, porém, eles podem indicar que a doença já apresenta inflamação ou alterações mais avançadas, exigindo avaliação médica.
Entre os sinais que merecem atenção estão barriga inchada, coceira persistente na pele, cansaço intenso, pele ou olhos amarelados (icterícia), inchaço nas pernas e dor na parte superior direita do abdômen. O aumento progressivo do volume abdominal pode estar relacionado à ascite, acúmulo de líquido na cavidade abdominal que costuma ocorrer em fases avançadas da doença hepática. Já a coceira foi identificada como um sintoma frequente em pacientes com MASLD em um estudo publicado em 2025 na revista Clinical and Translational Gastroenterology, que avaliou 1.874 participantes e encontrou prurido significativo em 37% deles.
A Mayo Clinic também destaca que a doença pode permanecer assintomática por anos, mas, quando evolui para esteato-hepatite metabólica (MASH) ou cirrose, aumenta o risco de manifestações clínicas como ascite, icterícia, falta de ar e edema nos membros inferiores. Pessoas com obesidade, diabetes tipo 2, resistência à insulina, pressão alta, triglicerídeos elevados ou excesso de gordura abdominal fazem parte dos grupos com maior risco para desenvolver a condição.
A investigação costuma incluir exames de sangue, ultrassonografia e, quando necessário, elastografia para avaliar a presença de fibrose. O tratamento varia conforme o estágio da doença, mas mudanças no estilo de vida continuam sendo a principal estratégia para reduzir a progressão do quadro. Alimentação equilibrada, perda de peso supervisionada, prática regular de atividade física e controle dos fatores metabólicos são medidas que contribuem para preservar a saúde do fígado.
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