Saúde

Exercícios podem preservar autonomia de pessoas com esclerose múltipla

Cerca de 40 mil pessoas vivem com a doença no Brasil; acompanhamento multidisciplinar é parte importante do tratamento.

Exercícios podem preservar autonomia de pessoas com esclerose múltipla
Da Redação

Da Redação

10/08/2026 11:15am

Foto: Magnific

A atividade física pode desempenhar um papel importante na rotina de pessoas com esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode provocar alterações na mobilidade, no equilíbrio, na força muscular, na visão e na coordenação motora. No Brasil, cerca de 40 mil pessoas convivem com a condição, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). O tema ganha visibilidade durante o Agosto Laranja, campanha dedicada à conscientização sobre a doença.

Embora a esclerose múltipla não tenha cura, o tratamento e a adoção de hábitos saudáveis podem contribuir para preservar a funcionalidade e a autonomia. Quando realizados de forma orientada, os exercícios ajudam a trabalhar força muscular, equilíbrio, coordenação e resistência física. “A atividade física, quando bem orientada, é uma grande aliada no tratamento”, afirma Everton Raeda, profissional de educação física e diretor técnico da Rede Alpha Fitness. A prática também pode auxiliar no controle da fadiga e favorecer o sono e o bem-estar emocional.

Caminhadas, musculação, pilates, hidroginástica, bicicleta ergométrica e exercícios funcionais adaptados estão entre as atividades que podem fazer parte da rotina. A definição, no entanto, precisa considerar o quadro clínico e os limites de cada pessoa. “Não existe uma atividade ideal para todos os pacientes. O mais importante é que o exercício seja individualizado, respeite os limites de cada pessoa e faça parte de um acompanhamento integrado com os demais profissionais de saúde”, explica Raeda.

A orientação profissional é especialmente importante porque os sintomas e as limitações provocados pela esclerose múltipla variam de pessoa para pessoa. Por isso, a prática de exercícios deve integrar o acompanhamento multidisciplinar, e não substituir o tratamento indicado pela equipe de saúde.