Foto: Divulgação
A preservação da fertilidade tem ganhado cada vez mais espaço entre mulheres que desejam adiar a maternidade por motivos pessoais, profissionais ou de saúde. Especialistas alertam, porém, que mais importante do que a quantidade de óvulos disponíveis é a qualidade dessas células, fator diretamente relacionado às chances de uma gravidez saudável e ao desenvolvimento embrionário.
Com o avanço da idade, especialmente após os 35 anos, ocorre uma redução natural na qualidade dos óvulos, aumentando o risco de alterações genéticas e dificultando a gestação. “O que realmente determina o sucesso reprodutivo não é apenas o número de óvulos, mas a qualidade dessas células”, explica a especialista em Reprodução Assistida do IVI Salvador, Dra. Graziele Reis.
O congelamento de óvulos tem sido adotado como uma estratégia de planejamento reprodutivo, permitindo a preservação de células coletadas em uma fase mais jovem. Graziele também destaca que a fertilidade não deve ser analisada apenas pela reserva ovariana, mas pelo potencial reprodutivo dos óvulos e pelo acesso à informação, essencial para decisões mais conscientes sobre o futuro reprodutivo.