Saúde

Doce ilusão: como os adoçantes confundem o metabolismo e sobrecarregam o fígado

Doce ilusão: como os adoçantes confundem o metabolismo e sobrecarregam o fígado
Pietro Baddini

Pietro Baddini

29/05/2026 5:20pm

Foto: Reprodução/Rede Globo

Embora os adoçantes artificiais e naturais não contenham calorias ou gorduras em sua composição, estudos recentes indicam que o consumo excessivo de certos substitutos do açúcar pode, de forma indireta, contribuir para o acúmulo de gordura no fígado. Esse processo ocorre principalmente devido às alterações na microbiota intestinal e à desregulação metabólica. O uso frequente de adoçantes pode perturbar o equilíbrio das bactérias intestinais, gerando uma inflamação crônica que afeta a maneira como o fígado processa os nutrientes e favorecendo a esteatose hepática não alcoólica.


Além disso, o paladar intensamente doce desses produtos envia sinais confusos ao cérebro e ao sistema digestivo. Ao perceber o sabor doce sem a chegada real de calorias, o organismo pode responder com picos de insulina e com o aumento do apetite, levando o indivíduo a compensar a ingestão calórica em outros momentos. Essa desregulação no metabolismo da glicose e o consequente ganho de peso sobrecarregam o fígado, que passa a estocar o excesso de energia circulante na forma de triglicerídeos dentro de suas próprias células.