Sabin recebe homenagem do Martagão Gesteira por apoio à saúde infantil
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André Durães, do Hospital Teresa de Lisieux, orienta sobre hidratação, uso de medicamentos e sintomas que exigem atendimento médico.
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Manter a temperatura do corpo sob controle nos dias quentes exige esforço adicional do coração. O alerta é do cardiologista André Durães, diretor técnico do Hospital Teresa de Lisieux, da Hapvida, em Salvador. Para dissipar o calor, o organismo dilata os vasos da pele e aumenta o fluxo de sangue nessa região, o que pode acelerar os batimentos. Pessoas com doenças cardiovasculares têm maior risco de apresentar complicações diante dessa sobrecarga e da desidratação.
A umidade elevada acrescenta uma dificuldade, explica o médico: o suor evapora com menos facilidade, reduzindo a eficiência desse mecanismo de resfriamento. Segundo Durães, pessoas com mais de 65 anos merecem atenção por apresentarem menor percepção de sede e alterações na transpiração. O cuidado também deve ser maior entre hipertensos em tratamento, sobretudo com diuréticos, e pacientes com insuficiência cardíaca, doença coronariana ou problemas nas válvulas do coração.
Na rotina, a orientação do cardiologista é beber água regularmente, antes de sentir sede, e evitar atividades físicas entre 10h e 16h. Quem tem insuficiência cardíaca ou doença renal crônica precisa seguir uma recomendação individualizada sobre a quantidade de líquidos. Os medicamentos devem ser mantidos conforme a prescrição, sem interrupções por iniciativa própria. “Se houver tontura recorrente ou pressões persistentemente baixas com sintomas, a conduta é medir em casa e levar os registros ao médico”, orienta Durães. A necessidade de planejar eventuais ajustes com um profissional também consta nas recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
Sede acentuada, urina escura, dor de cabeça, cãibras e tontura ao se levantar podem indicar desidratação. Palpitações, falta de ar e alterações da pressão acompanhadas de sintomas exigem avaliação médica. Dor no peito, confusão mental ou perda de consciência são sinais de emergência: a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, pelo número 192. O Ministério da Saúde também recomenda atendimento imediato diante de sinais graves associados à exposição ao calor.
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