Salvador
Demanda aquecida reduz estoque de imóveis e impulsiona mercado imobiliário baiano
Imóveis compactos lideraram as negociações, enquanto Rio Vermelho concentrou a maior parcela dos lançamentos e das vendas
Foto: Divulgação
O mercado imobiliário de Salvador encerrou maio com crescimento nas vendas e aumento do volume financeiro negociado. Foram comercializadas 721 unidades residenciais, 13,2% a mais que as 637 registradas em abril. Em relação ao mesmo mês de 2025, a expansão chegou a 74%, segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica apresentado pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA).
O Valor Geral de Vendas acompanhou o avanço. O montante passou de R$ 483 milhões para R$ 553 milhões entre abril e maio, uma alta aproximada de 14,5%. O movimento ocorre em um período de maior disposição das famílias para adquirir imóveis: 59% dos entrevistados no Nordeste declararam intenção de compra nos meses seguintes, o maior percentual entre as regiões brasileiras. No país, o índice chegou a 52%, recorde da série iniciada em 2019.
Apartamentos compactos responderam por 63% das unidades negociadas, enquanto os imóveis de médio padrão representaram 36%. O Rio Vermelho concentrou 66% dos lançamentos e 39% das vendas. Pituaçu apareceu na sequência, com 22% das negociações, à frente de Caminho das Árvores, com 14%, e Ondina, com 10%. Salvador reuniu 97% de todos os imóveis comercializados no período analisado.
A velocidade das vendas também reduziu a oferta disponível na capital, que terminou maio com 3.412 unidades, o menor estoque dos últimos anos. No Minha Casa, Minha Vida, a ausência de novos lançamentos em abril e maio provocou queda de 41% no acumulado anual, embora 490 unidades tenham sido vendidas a partir de empreendimentos já existentes. Na Região Metropolitana, novos projetos continuaram chegando ao mercado, acompanhados pelo crescimento do VGV.