Baterias de veículos elétricos poderão ganhar novos usos com política aprovada pelo Senado
Proposta prevê reúso, reparo, remanufatura e recuperação de materiais como lítio, cobalto, manganês e níquel.
O Senado Federal aprovou, na terça-feira (1º), um projeto que cria a Política Nacional de Circularidade das Baterias, voltada ao reaproveitamento e à destinação ambientalmente adequada de equipamentos utilizados em veículos elétricos e híbridos. De autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), a proposta estabelece diretrizes para ampliar a vida útil das baterias e recuperar materiais que possam retornar à cadeia produtiva.
O texto prevê incentivos ao reúso, reparo e remanufatura, além da recuperação de componentes como lítio, cobalto, manganês e níquel. Baterias que já não apresentam desempenho suficiente para permanecer nos veículos poderão, por exemplo, ser destinadas a sistemas estacionários de armazenamento de energia.
“A transição para a mobilidade elétrica é um passo fundamental para a descarbonização da economia brasileira, mas ela deve ser acompanhada por estratégias que garantam a circularidade dos materiais. O fim da vida útil das baterias não pode se tornar um novo passivo ambiental”, afirmou Wagner.
A proposta também procura estimular tecnologia e novos negócios associados à economia circular, além de ampliar a visibilidade de empreendedores que desenvolvem soluções para transformar resíduos em novos insumos.
A aprovação no Senado não encerra a tramitação: o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de uma eventual sanção presidencial.