Matemática Gladys West, pioneira do GPS, morre aos 95 anos
Foto: US Air Force/Domínio Público A matemática Gladys West, uma das cientistas responsáveis pelo desenvolvimento dos algoritmos que tornaram possív...
Fotos: Nobel Prize e UC Berkeley/Yale/ACM Divulgação
O britânico John Clarke, o francês Michel H. Devoret e o americano John M. Martinis são os ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2025, anunciou nesta terça-feira (7) a Academia Real das Ciências da Suécia. Os três pesquisadores, ligados a universidades dos Estados Unidos, dividirão igualmente o prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões) pela descoberta de efeitos quânticos em circuitos elétricos, capazes de demonstrar que as leis da física quântica também se aplicam a sistemas grandes o suficiente para caber na palma da mão.
Os experimentos conduzidos por Clarke, Devoret e Martinis mostraram que fenômenos quânticos — antes observados apenas em partículas microscópicas — podem ser recriados em circuitos elétricos de tamanho macroscópico. Eles construíram um circuito feito de supercondutores, materiais que conduzem corrente sem resistência elétrica, separados por uma fina camada isolante, formando uma junção Josephson. Quando a corrente atravessava o sistema, os cientistas observaram algo inédito: o circuito conseguia “atravessar” uma barreira de energia — comportamento conhecido como túnel quântico.
Isso significa que o circuito, mesmo sendo composto por bilhões de partículas, agia como uma única partícula gigante, obedecendo às mesmas regras da mecânica quântica. Os pesquisadores também demonstraram que o sistema só absorve e emite energia em quantidades específicas — fenômeno conhecido como quantização de energia, o mesmo princípio que rege os elétrons nos átomos.
“É maravilhoso celebrar como a mecânica quântica, criada há mais de um século, ainda oferece novas surpresas — e continua sendo a base de toda a tecnologia digital”, afirmou Olle Eriksson, presidente do Comitê Nobel de Física.
A descoberta abriu caminho para tecnologias que hoje formam a base da computação quântica, dos sensores de alta precisão e da criptografia avançada. O professor John Martinis, por exemplo, utilizou mais tarde os mesmos princípios de quantização que descobriu com Clarke e Devoret para construir os primeiros protótipos de bits quânticos (qubits) — os blocos fundamentais dos computadores quânticos, capazes de resolver em segundos problemas que levariam anos em máquinas convencionais.
Os cientistas premiados
Nobel 2025
No ano passado, o Nobel de Física reconheceu John Hopfield e Geoffrey Hinton, pioneiros da inteligência artificial, por descobertas que tornaram possível o aprendizado de máquina em redes neurais artificiais — tecnologia hoje presente em diagnósticos médicos, assistentes virtuais e análise de dados.
A temporada 2025 de prêmios Nobel segue com os próximos anúncios: Química (8/10), Literatura (9/10), Paz (10/10) e Economia (13/10).
Foto: US Air Force/Domínio Público A matemática Gladys West, uma das cientistas responsáveis pelo desenvolvimento dos algoritmos que tornaram possív...
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil Brasileiros que vivem em Portugal já podem dirigir legalmente no país usando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em...
Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa A Warner Bros. Discovery anunciou nesta quarta-feira (7) que seu conselho de administração rejeitou, por unan...