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Por que a Artemis II só sobrevoou a Lua? Entenda a estratégia da NASA

Por que a Artemis II só sobrevoou a Lua? Entenda a estratégia da NASA
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

07/04/2026 7:35pm

Foto: NASA

A missão Artemis II, da NASA, realizou apenas um sobrevoo pela Lua porque faz parte de uma estratégia gradual e cautelosa para levar astronautas de volta à superfície lunar após mais de meio século. Embora os Estados Unidos tenham pousado no satélite natural durante o programa Apollo, na década de 1960, toda a infraestrutura necessária para esse tipo de missão foi desativada ao longo das décadas seguintes, quando a exploração espacial passou a se concentrar na órbita baixa da Terra. Voltar à Lua hoje significa reconstruir praticamente tudo do zero, com tecnologias mais modernas, padrões de segurança muito mais rigorosos e custos diferentes dos da antiga corrida espacial.

Outro fator importante é que a nave Orion, usada na missão atual, foi projetada apenas para levar astronautas até a órbita lunar e trazê-los de volta com segurança, não para pousar. Para isso, é necessário um módulo de descida separado, que ainda está em desenvolvimento por empresas parceiras da agência, como a SpaceX e a Blue Origin. Como esses veículos ainda não estão prontos para voos tripulados, a NASA optou por avançar em etapas, testando cada sistema antes de realizar uma missão mais complexa.

Essa abordagem segue a lógica de validar gradualmente os sistemas de suporte de vida, navegação, comunicação e propulsão no ambiente real do espaço profundo com astronautas a bordo. Assim, a Artemis II representa um passo essencial de testes e preparação para futuras missões que, nos próximos anos, devem incluir o treinamento de acoplamento com módulos de pouso e, finalmente, o retorno de humanos à superfície lunar.