Let's Go Educação

Por que as crianças perguntam tanto? Entenda a “fase dos porquês”

Especialista explica por que oferecer espaço para questionamentos pode ser tão importante quanto apresentar respostas durante a infância.

Por que as crianças perguntam tanto? Entenda a “fase dos porquês”
Da Redação

Da Redação

19/08/2026 12:35pm

Foto: Magnific

“Por quê?” é uma das perguntas mais presentes no vocabulário infantil — e a repetição tem uma função importante no desenvolvimento. Por volta dos 3 anos, muitas crianças entram na chamada “fase dos porquês”, período em que o desejo de compreender situações, objetos e acontecimentos se torna ainda mais evidente. É por meio desses questionamentos que elas formulam hipóteses, ampliam conhecimentos e começam a construir maneiras próprias de interpretar o mundo.

A curiosidade também mobiliza habilidades como observação, investigação, comunicação e resolução de problemas. “Estimular essa curiosidade desde os primeiros anos de vida contribui para a construção do conhecimento, fortalece a autonomia e incentiva o pensamento crítico”, explica Larissa Machado, psicanalista e diretora do Colégio São Paulo – Unidade Tempo de Criança, da Inspira Rede de Educadores.

Na escola, experimentos, projetos, brincadeiras, leitura e experiências práticas podem transformar uma pergunta em ponto de partida para novas descobertas. Em vez de concentrar o processo apenas na resposta correta, a proposta é abrir espaço para que a criança investigue possibilidades. “Quando o aprendizado faz sentido para a criança e dialoga com sua realidade, ela se torna protagonista do próprio processo de descoberta”, afirma Larissa.

Em casa, pais e responsáveis também podem estimular esse comportamento ao ouvir as dúvidas, conversar e incentivar a busca por respostas. Nem sempre é necessário saber explicar tudo imediatamente: pesquisar junto com a criança também faz parte do aprendizado. “Mais do que oferecer respostas prontas, estimular a curiosidade é ensinar a criança a pesquisar, refletir e construir conhecimento”, conclui a especialista.