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Inteligência artificial muda rotina escolar e amplia debate sobre pensamento crítico entre estudantes

Acesso instantâneo à informação exige novas competências para que crianças e adolescentes saibam interpretar, questionar e tomar decisões.

Inteligência artificial muda rotina escolar e amplia debate sobre pensamento crítico entre estudantes
Da Redação

Da Redação

07/08/2026 4:35pm

Foto: Divulgação


Sete em cada dez estudantes que utilizam a internet já recorrem a ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares. O dado integra a 15ª edição da TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), e ajuda a dimensionar uma mudança que já chegou às salas de aula: ter acesso à informação deixou de ser o principal desafio; saber avaliar, interpretar e utilizar esse conteúdo ganhou espaço na formação dos alunos.

Com o Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, a discussão ganha novo fôlego. Crianças e adolescentes crescem em meio a dispositivos digitais, mecanismos de busca e plataformas capazes de produzir textos, imagens e respostas em poucos segundos. Para Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta, da Inspira Rede de Educadores, a escola precisa avançar para além da transmissão de conteúdo. “A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem. O verdadeiro desafio da escola é ensinar os estudantes a interpretar, questionar, relacionar conhecimentos e desenvolver autonomia para fazer escolhas conscientes”, afirma.

A presença crescente da IA também leva instituições de ensino a repensarem metodologias e competências consideradas essenciais. Pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração, concentração e inteligência emocional passam a dividir espaço com os conteúdos tradicionais. Nesse processo, a tecnologia pode funcionar como ferramenta de aprendizagem, desde que seu uso seja acompanhado por orientação, responsabilidade e capacidade de questionamento. “Hoje, queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais”, diz Castilho.