Alunos de escolas públicas de Salvador são selecionados para intercâmbio em Lisboa
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS Quinze estudantes da rede pública de Salvador terão a oportunidade de atravessar o Atlântico para uma experiência cultural ...
Experiência mostra como professores, coordenadores e orientadores podem atuar na identificação de situações de violência e no apoio aos estudantes.
Foto: Magnific
Criar espaços em que crianças e adolescentes se sintam seguros para relatar situações de violência é uma das estratégias adotadas por escolas para lidar com o bullying e identificar estudantes que precisam de acolhimento. Em Salvador, o Colégio Anchieta mantém, desde julho de 2025, um canal específico para que vítimas ou testemunhas comuniquem, de forma anônima e confidencial, episódios de intimidação física, verbal, psicológica ou virtual. Os relatos passam por análise e encaminhamento de uma equipe responsável pelo acompanhamento dos envolvidos.
A ferramenta também permite observar padrões nas relações entre os estudantes e identificar situações que exigem intervenções educativas. O diretor de ensino do colégio, Klecius Oliveira, ressalta que receber a informação é apenas a primeira etapa. “Quando um estudante sabe que pode falar e que será levado a sério, ele entende que não precisa enfrentar sozinho uma situação de violência. O canal é uma porta de entrada. O que realmente importa é o que fazemos depois: acolher, compreender o contexto, agir com responsabilidade e acompanhar cada situação”, afirma. A escola considera ainda a necessidade de diferenciar conflitos pontuais de bullying, cuja caracterização pode envolver repetição das agressões, desequilíbrio de poder, intimidação, humilhação ou exclusão.
A discussão ganha visibilidade durante o Setembro Amarelo, mas a proposta é manter o trabalho ao longo do ano. Mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento e alterações nas relações sociais estão entre os sinais que podem demandar atenção dos adultos que convivem com os estudantes. Segundo dado da Organização Mundial da Saúde citado pelo colégio, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Sem estabelecer uma relação direta entre bullying e transtornos mentais, a iniciativa parte do entendimento de que episódios de violência, exclusão e isolamento precisam ser reconhecidos e acompanhados dentro de uma rede permanente de cuidado.
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