Djalma Argollo abre a 21ª Semana Espírita com reflexão sobre o amor
Foto: Lar Harmonia / Divulgação O terapeuta junguiano, escritor e espírita Djalma Argollo será o responsável pela abertura da 21ª edição da Semana Espírita – A...
Entre conquistas e desafios, somos a força que floresce na delicadeza.
Desde os primórdios, a presença feminina tem sido o alicerce invisível da civilização. Nos tempos das cavernas, éramos as guardiãs do fogo, as que nutriam vidas e asseguravam a continuidade das gerações. Ao longo dos séculos, cruzamos desertos de adversidade e mares de limitações, mas nunca deixamos de erguer nossa voz, de reivindicar espaço e de transformar tudo ao nosso redor. Fomos rainhas e guerreiras, sacerdotisas e cientistas, artistas e governantes. Seguimos sendo a força silenciosa que move o mundo.
Nossa caminhada nunca foi fácil. Por eras, fomos silenciadas, reduzidas, aprisionadas em papéis que não escolhíamos. Mas, como a água que contorna a rocha e a esculpe, moldamos a história com resiliência e coragem. Lutamos pelo direito à educação, ao voto, ao trabalho, à liberdade de escolha – e conquistamos cada um deles. Nossa trajetória foi escrita por mulheres que desafiaram as regras de seu tempo: Joana d’Arc, que marchou para a guerra; Maria Quitéria, que vestiu fardas proibidas; Bertha Lutz, que nos deu voz nas urnas; Malala Yousafzai, que enfrentou balas para garantir o direito de aprender. No Brasil, Chiquinha Gonzaga rompeu barreiras na música, Anita Garibaldi empunhou espadas pela liberdade, Nísia Floresta ensinou gerações a pensar, Zilda Arns dedicou sua vida aos mais vulneráveis, Maria da Penha transformou dor em justiça e Irmã Dulce fez da compaixão um ato de revolução. Sem esquecer tantas outras mulheres que seguem, todos os dias, promovendo mudanças e conquistas!
Ser mulher é mais do que colecionar vitórias. Somos mães que acalentam, filhas que aprendem, esposas que compartilham, amigas que aconselham, profissionais que inovam, líderes que inspiram. Nossa rotina é um jogo de equilíbrio: gerenciamos agendas, conciliamos sonhos e responsabilidades e, quando a noite cai, seguimos atentas ao que ainda precisa ser feito. Somos como o vento que sopra forte, mas também como a brisa que acalma.
Nosso maior desafio não é apenas conquistar, mas fazê-lo sem abrir mão do que nos torna únicas. Sim, queremos direitos, respeito e oportunidades, mas sem perder a feminilidade, a sensibilidade e a intuição que nos distinguem. Nossa força está na dualidade: a firmeza que não sufoca a delicadeza, a determinação que não apaga o afeto, a coragem que caminha de mãos dadas com a ternura.
Hoje, celebramos cada uma de nós: as que vieram antes, as que seguem escrevendo essa história e as que ainda virão. Porque metade do mundo são mulheres. A outra metade são filhos delas. Isso significa que nossa força molda o futuro e mantém a vida em movimento. Que avancemos, sempre, sem esquecer que dentro de nós habita o dom mais sublime da criação – gerar vidas, nutrir sonhos, transformar o mundo com a beleza e a força do feminino.
#FelizDiaDaMulher!
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