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Fotos: Gilmar Cruz
Conhecido como o “pintor dos orixás”, Ed Ribeiro se tornou artista plástico depois dos 50 anos, desenvolveu uma técnica própria e conquistou reconhecimento internacional.
Na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, mais de 1 milhão de pessoas devem ocupar o bairro do Rio Vermelho, em Salvador, para celebrar Iemanjá em uma das maiores manifestações populares e religiosas do Brasil. Em meio a flores, oferendas e manifestações de fé, um dos pontos mais simbólicos da festa segue atraindo a atenção de baianos e turistas: a Casa de Iemanjá, revestida por mosaicos que dialogam com o sagrado, o mar e os orixás. Por trás dessas obras está a trajetória singular do artista plástico baiano Ed Ribeiro.
Depois de passar boa parte da vida em Salvador e de viver uma temporada em Paris, Ed mora atualmente em Catu, no interior da Bahia, na mesma região onde nasceu, há 73 anos. No local, construiu uma casa na árvore que abriga seu ateliê e um memorial dedicado à Mãe Stella de Oxóssi. O espaço funciona como uma espécie de refúgio criativo, compartilhado com gansos batizados de Portinari e pavões chamados de Van Gogh — uma rotina onde arte, espiritualidade e natureza caminham juntas.
Pai de três filhos, Ed construiu uma carreira sólida antes de migrar para as artes visuais. Empresário com perfil inovador, foi responsável pela inauguração da primeira casa especializada em acarajé de Salvador e criou, também na Bahia, o “Socorro do Lar”, serviço precursor do que hoje se popularizou como “marido de aluguel”.
No início dos anos 2000, apesar do sucesso profissional, sentiu a necessidade de mudar de vida. Incentivado pelos filhos, começou a pintar sem formação técnica ou acadêmica. Em 2005, aos 52 anos, concluiu sua primeira obra utilizando uma técnica autoral de derramamento de tinta, desenvolvida de forma intuitiva. “Eu não sabia nada de arte nessa época. Um dia, Carlinhos Brown disse que meus mosaicos lembravam os do Gaudí e eu não sabia nem quem era Gaudí”, relembra.
Os mosaicos citados pelo cantor são justamente os que revestem a Casa de Iemanjá, trabalho iniciado em 2007 e concluído no ano seguinte. Hoje, embora produza mosaicos com menos frequência, Ed mantém uma relação constante com a simbologia de Iemanjá. Uma de suas obras mais recentes é uma tela em homenagem à Rainha do Mar, concluída há menos de um mês, em tons de branco e azul, cores que atravessam sua produção artística.
Com a técnica de derramamento de tinta reconhecida como única, o artista passou uma temporada em Paris para se aproximar do circuito internacional. “Não fui para aprender a pintar como os europeus. A técnica continuou sendo a minha. Mas precisei conhecer o mundo da arte”, conta.
Desde então, exposições fora do Brasil, reconhecimento internacional e convites institucionais passaram a integrar sua trajetória. Entre eles, a participação em um jantar com o presidente francês Emmanuel Macron, em Salvador, no ano passado.
Durante a festa de Iemanjá, Ed deixa por alguns dias a tranquilidade de Catu para estar no Rio Vermelho, próximo da celebração. Os mosaicos da Casa de Iemanjá permanecem como testemunho artístico de uma devoção coletiva — e também como símbolo da trajetória improvável de um artista que encontrou a arte depois dos 50 anos.
“Pintar me abriu um novo caminho, me fez descobrir um mundo novo. Só uma coisa não mudou: a minha certeza de que a arte tem que bater no coração da pessoa”, resume.
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