Especialista baiano em cachaças Raimundo Freire passa a integrar projeto em São Paulo
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Fotos: Acervo Pessoal e Márcio Lima
A artista visual Nádia Taquary, natural de Valença e radicada em Salvador, integra a exposição “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”, que será aberta no dia 14 de março na galeria do Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro. A mostra, com entrada gratuita, ficará em cartaz até 14 de junho.
Promovida pelo Instituto Artistas Latinas, a exposição reúne obras de 11 artistas e dois coletivos de quatro países — Brasil, Argentina, Guatemala e Peru — que trabalham com técnicas ancestrais como bordado, tecelagem e costura em diálogo com temas estéticos e conceituais contemporâneos. A curadoria é de Francela Carrera, com colaboração de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues.
A mostra apresenta trabalhos de artistas como Ana Teresa Barboza, Angelica Serech, Cláu Epiphanio, Claudia Lara, iahra, Karine de Souza, Laís Domingues, Mayara, Mónica Millán, Nádia Taquary e Rafa Bqueer, além dos coletivos Movimento dos Atingidos por Barragens e Serigrafistas Queer.
Arte e ancestralidade
A exposição destaca o protagonismo da arte têxtil latino-americana como linguagem contemporânea associada à reflexão política e social. Segundo a curadora Francela Carrera, técnicas antes consideradas menores dentro das artes visuais hoje ganham reconhecimento pela força estética.
A expografia da mostra, assinada pela arquiteta Gisele de Paula — que participou da arquitetura da 36ª Bienal de São Paulo — organiza as obras em cinco núcleos curatoriais que abordam temas como mobilização social, território, identidade, corpo e espiritualidade.
No núcleo “Espiritual e Sagrado”, as obras de Nádia Taquary dialogam com temas como ancestralidade afro-brasileira, o sagrado feminino e memórias do corpo, por meio de bordados e composições têxteis.
Trajetória da artista
A produção artística de Nádia Taquary investiga tradições e cosmologias afro-brasileiras, destacando o protagonismo do feminino negro como elemento central de sua pesquisa. Suas esculturas e instalações utilizam cores vibrantes e símbolos ancestrais para questionar narrativas eurocêntricas, patriarcais e eugênicas, ao mesmo tempo em que valorizam saberes oriundos das Áfricas pré-coloniais e suas reverberações na diáspora.
Graduada em Letras Vernáculas e pós-graduada pela Universidade Federal da Bahia, a artista possui obras em importantes coleções institucionais, como as do Pérez Art Museum Miami, Museum of Arts and Design, Institute for Studies on Latin American Art, Pinacoteca de São Paulo, Instituto Inhotim, Museu de Arte do Rio e Museu de Arte Moderna da Bahia.
Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua na valorização e na ampliação da visibilidade da produção de mulheres artistas na América Latina, promovendo exposições, pesquisas, ações educativas e iniciativas de intercâmbio cultural. Segundo o diretor artístico da instituição, Paulo Farias, a exposição propõe entrelaçar memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea.
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