Brasil é o 5º melhor país para estrangeiros em ranking internacional de 2026
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Como a revenda costuma render cerca de 30% do valor original, transformar a joia em um novo acessório tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum
Foto: Alex Proie
O destino das alianças de casamento após o divórcio tem ganhado um novo significado em diferentes países. Em vez de vender a joia por um valor reduzido — normalmente em torno de 30% do preço pago originalmente — ou simplesmente guardá-la, muitas mulheres estão optando por transformá-la em uma nova peça ou investir em um anel inédito para simbolizar o início de uma nova etapa da vida.
O movimento, que vem sendo impulsionado por joalherias e ganhou destaque em reportagem da BBC, é interpretado por especialistas como um gesto que vai além da estética. Para Kate Daly, cofundadora da agência britânica de mediação de divórcios Amicable, a decisão de reformar ou comprar uma joia representa, para muitas mulheres, um marco de autonomia financeira e emocional. À emissora, ela afirmou que essa costuma ser uma das primeiras grandes decisões de consumo tomadas de forma totalmente independente após o fim do casamento.
Histórias reunidas pela reportagem ilustram diferentes formas de ressignificar esse momento. A norte-americana Deb Marino, por exemplo, transformou o anel de noivado em uma nova joia que preserva o diamante original e incorpora uma safira em homenagem à filha. Já a galesa Ceri Evans preferiu adquirir um anel de platina com três diamantes, apelidado por ela de "anel Estados Unidos", em referência à própria independência. Outro caso é o de Alex Proie, que redesenhou sua antiga joia de casamento em um anel com sete diamantes, representando os anos da união e sua reconstrução após o divórcio.
Nem todas, porém, seguem o mesmo caminho. Discussões em fóruns como o Reddit mostram que algumas pessoas continuam usando a aliança original por motivos práticos, enquanto outras preferem vender, descartar ou substituir a joia por outros símbolos de recomeço, como viagens, tatuagens ou objetos pessoais. Em comum, as diferentes escolhas refletem uma tendência de atribuir novos significados a um objeto tradicionalmente associado ao casamento.
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