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Geração Z impulsiona imóveis conectados à praticidade e ao bem-estar em Salvador

Com 59% dos brasileiros de 21 a 28 anos interessados em comprar um imóvel, mercado aposta em projetos integrados ao bairro e às novas rotinas.

Geração Z impulsiona imóveis conectados à praticidade e ao bem-estar em Salvador
Da Redação

Da Redação

20/08/2026 1:35pm

O desejo pela casa própria continua presente entre os mais jovens, mas os critérios para escolher onde morar estão mudando. Praticidade, qualidade de vida, contato com a natureza e facilidade para resolver a rotina a pé passaram a dividir espaço com atributos tradicionais, como localização e segurança, influenciando também novos projetos imobiliários em Salvador.

Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), aponta que 59% dos brasileiros entre 21 e 28 anos pretendem adquirir um imóvel nos próximos meses. O índice coloca a Geração Z como a faixa etária com maior intenção de compra, segundo a pesquisa.

Para Gabriel Maia, coordenador comercial do Grupo Civil, esse comportamento exige projetos mais conectados à dinâmica urbana e às novas expectativas de quem compra.

“Existe uma procura e valorização muito maior de empreendimentos que contribuem para uma vida mais equilibrada. Além de tradicionais atrativos como localização estratégica e segurança, isso envolve ambientes multifuncionais, natureza integrada ao cotidiano e relação com o entorno onde está inserido”, afirma.

Morar além dos metros quadrados

A transformação alcança diferentes segmentos do mercado, inclusive o alto padrão. Mais do que avaliar a área privativa do apartamento, parte dos consumidores considera o que pode ser encontrado no próprio empreendimento e nas redondezas, como comércio, serviços, espaços de convivência e alternativas de mobilidade.

Em Salvador, um dos projetos que buscam dialogar com esse movimento é o Alive Horto, desenvolvido pelo Grupo Civil em parceria com a Dona Empreendimentos e a Leão Engenharia. Localizado no Horto Florestal, o residencial aposta em soluções relacionadas a mobilidade, paisagismo, sustentabilidade e integração com o entorno.

“Estamos vendo constantemente uma transformação nos critérios de compra. Agora, as características mais requisitadas são aquelas que levam à simplificação do dia a dia e ampliação do uso do imóvel”, explica Maia.

Gentileza urbana e caminhabilidade

Outra tendência que ganha espaço é a chamada gentileza urbana, conceito que propõe uma relação mais aberta entre os empreendimentos e a cidade. Calçadas mais amplas, áreas verdes, fachadas integradas à rua, mobiliário urbano e espaços de convivência são algumas das soluções associadas à ideia.

O movimento se conecta à walkability, ou caminhabilidade, que considera a facilidade de realizar atividades cotidianas a pé, reduzindo a dependência do automóvel e estimulando uma relação mais próxima com o bairro.

No Horto Florestal, essa proposta aparece também nas iniciativas do Horto Boulevard, com comércio e serviços próximos, arborização, praças e rotas destinadas a ciclistas e pedestres.

Para Gabriel Maia, a possibilidade de incorporar deslocamentos a pé à rotina se tornou um atributo relevante na percepção de qualidade de vida.

“A caminhabilidade é uma nova forma de enxergar o que é qualidade de vida. Locais como o Horto Florestal, com estrutura consolidada e favorável aos deslocamentos sem a necessidade de transporte, disponibilizam mais do que comodidade: entregam uma lógica em que tempo, flexibilidade e bem-estar se convertem em valor real para as pessoas”, conclui Gabriel.