Finanças

Governança corporativa ganha força entre empresas para reduzir riscos e garantir sobrevivência no mercado

Governança corporativa ganha força entre empresas para reduzir riscos e garantir sobrevivência no mercado
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

28/11/2025 8:05pm

Foto: Sidney Haack

A instabilidade econômica, a alta competitividade e a velocidade das transformações no mercado têm ampliado a atenção das empresas para a importância da governança corporativa como ferramenta de sustentabilidade dos negócios. Especialistas reforçam que o modelo não deve ser restrito a grandes corporações: pequenas e médias empresas também podem — e devem — adotar práticas que fortaleçam suas estruturas de gestão.

Segundo o advogado Ruy Andrade, especialista em Direito dos Negócios, a governança corporativa envolve princípios, regras e processos voltados para orientar e monitorar a atuação das organizações com foco na geração de valor sustentável para sócios, sociedade e demais partes interessadas. Os pilares do modelo — integridade, transparência, equidade, responsabilização e sustentabilidade — são apontados pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) como fundamentais para uma gestão ética e eficiente.

A ausência dessas práticas, no entanto, pode gerar riscos significativos. Centralização de decisões, falta de processos definidos, inexistência de prestação de contas, ausência de auditorias internas e conflitos societários sem mediação configuram sinais de alerta que fragilizam a administração e aumentam a probabilidade de falência, especialmente em períodos de crise.

Andrade destaca que a implementação de governança é viável para negócios de todos os portes. Conselhos consultivos, definição de papéis e responsabilidades, indicadores de desempenho e auditorias periódicas estão entre as medidas que contribuem para a melhoria da gestão e para o alinhamento estratégico. Um plano sucessório estruturado também é considerado essencial para garantir continuidade e estabilidade organizacional.

Empresas que adotam governança corporativa conseguem enfrentar cenários desafiadores com maior resiliência e credibilidade, além de ampliar possibilidades de acesso a crédito, atrair investidores, qualificar a imagem institucional e ganhar competitividade em processos de fusões, aquisições ou abertura de capital.

Para organizações que buscam iniciar esse processo, o advogado recomenda incorporar a governança à cultura interna e investir em capacitação. O IBGC oferece conteúdos e treinamentos voltados tanto para empresas familiares quanto para pequenos negócios, apoiando a disseminação de boas práticas de gestão no ambiente corporativo.