Capital externo recorde na B3 supera todo o resultado de 2025 já em janeiro
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Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS
O Carnaval não movimenta apenas os circuitos da folia na Bahia, mas também a economia do estado. De acordo com projeção da Fecomércio BA, os setores de comércio e turismo devem registrar uma movimentação de R$ 12,4 bilhões em fevereiro, mês em que ocorrem os festejos, representando um crescimento real de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.
O consultor econômico Guilherme Dietze explica que a base de comparação deste ano sofre influência do calendário. “Em 2025, o Carnaval aconteceu em março, o que fortaleceu o desempenho daquele mês. Já fevereiro do ano passado havia registrado crescimento de 4%. Por isso, é preciso considerar essa diferença ao analisar os números”, pontua.
O comércio deve concentrar a maior parte da movimentação financeira, especialmente em segmentos diretamente ligados à festa, como supermercados, vestuário e combustíveis. A procura por fantasias, adereços, alimentos e bebidas, além do abastecimento de veículos para viagens, contribui para o aumento das vendas. Setores sem relação com o período, como o de automóveis, não entram no cálculo. A estimativa é de que o comércio movimente R$ 11,7 bilhões em fevereiro, alta de 5,4% na comparação anual.
Já o turismo deve alcançar R$ 730 milhões no mês, com crescimento expressivo de 12,3% em relação ao ano anterior. Se confirmada, será a melhor performance para um mês de fevereiro na série histórica do estado.
Para o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, o desempenho reforça a força da Bahia como destino turístico. “A Bahia se mantém como um dos principais destinos do país ao longo de todo o ano e, especialmente no Carnaval, quando Salvador realiza uma das maiores festas de rua do mundo”, afirma.
Além dos próprios baianos que aproveitam o período para viajar pelo interior, turistas de diversas regiões — com destaque para visitantes de São Paulo — contribuem para a movimentação em hotéis, pousadas, restaurantes, locadoras de veículos e outros serviços.
Segundo Fernandes, o cenário econômico também favorece o consumo. “As famílias apresentam o maior nível de renda já observado, em um contexto de inflação mais controlada, mercado de trabalho aquecido e maior oferta de crédito. Esse conjunto de fatores eleva o otimismo dos empresários para um dos períodos mais importantes do ano para a economia baiana”, conclui.
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