Finanças

Brinquedos devem liderar as vendas de Natal e impulsionar varejo no país

Brinquedos devem liderar as vendas de Natal e impulsionar varejo no país
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

01/12/2025 2:07pm

Foto: Freepik

O clima natalino já movimenta o varejo brasileiro e indica que os brinquedos devem mais uma vez figurar entre os itens mais procurados para presentear. A expectativa é de crescimento nas vendas, impulsionado especialmente pelo pagamento do 13º salário — fator decisivo para o consumo no último bimestre do ano.

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que 33,8 milhões de consumidores pretendem usar parte do benefício para compras relacionadas às festas. Desse total, cerca de 30% devem ser destinados exclusivamente a presentes.

Outro levantamento, realizado por Globo e PiniOn, mostra que 78% dos brasileiros planejam presentear alguém neste Natal — percentual que chega a 90% entre consumidores das classes A e B. Os brinquedos aparecem entre os produtos mais desejados, com 56% de intenção de compra, atrás apenas de chocolates e peças de roupa. O estudo ainda indica que 73% afirmam que vão manter ou ampliar os gastos em comparação com 2023.

Os indicadores reforçam o otimismo de lojistas e consolidam o segmento infantil como um dos mais relevantes da temporada.

Entre as tendências para este ano, brinquedos que combinam experiência, afeto e interatividade vêm ganhando força. Pelúcias que exploram novas texturas, funcionalidades e temas lúdicos despontam entre as preferências, acompanhando o movimento do consumidor por itens capazes de criar vínculo emocional e estimular o desenvolvimento das crianças.

Empresas do setor ampliaram o portfólio e anteciparam planejamento para atender à demanda de Natal, apostando na diversidade de opções — de modelos tradicionais a versões eletrônicas e temáticas. A aposta é de que a variedade ajude a atrair diferentes perfis de consumidores e a manter o ritmo de vendas aquecido até o fim do ano.

Além do fator emocional, a busca por qualidade e segurança tem ganhado mais peso na decisão de compra, sobretudo entre quem presenteia crianças pequenas.