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O mercado financeiro brasileiro iniciou a sessão desta segunda-feira com o dólar comercial operando em baixa, cotado na casa dos R$ 5,15, enquanto o Ibovespa abriu em terreno positivo.** O recuo da moeda norte-americana reflete uma correção técnica após as fortes altas acumuladas na semana anterior, amparado também por fluxos específicos de liquidez de curto prazo. A abertura positiva da Bolsa de Valores reage ao cenário global mais estável e à busca por ativos de risco locais, que buscam sustentação após sucessivas sessões de perdas no índice.
O movimento de alívio ocorre em paralelo à divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central, que trouxe novas revisões altistas para os principais indicadores macroeconômicos do país. A projeção do mercado para a inflação oficial (IPCA) subiu pela 15ª vez consecutiva, alcançando a marca de 5,33% para o fechamento do ano, distanciando-se do teto estabelecido para a meta. Diante da pressão inflacionária persistente, os analistas e profissionais do setor financeiro também elevaram a estimativa para a taxa básica de juros (Selic), prevendo que o indicador encerre o período em 14% ao ano.
Embora o avanço nas projeções de inflação e juros sinalize um cenário macroeconômico mais desafiador e de aperto monetário prolongado, a reação imediata do mercado nas primeiras horas do dia focou na acomodação dos preços e no ajuste de posições dos investidores. A cautela, contudo, deve permanecer no radar dos agentes financeiros, que aguardam a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta terça-feira. O documento detalhará os argumentos técnicos da diretoria do Banco Central para o último corte de juros, servindo como termômetro crucial para definir o rumo do câmbio e das ações nos próximos dias.