Economia

Idosos chefiam 32% dos lares brasileiros e mulheres são maioria, aponta levantamento

Levantamento da Nexus com dados da Pnad Contínua mostra que pessoas com 60 anos ou mais estão à frente de 21,6 milhões de domicílios.

Idosos chefiam 32% dos lares brasileiros e mulheres são maioria, aponta levantamento
Da Redação

Da Redação

13/09/2026 2:20pm

A presença da população com 60 anos ou mais no comando das famílias brasileiras ganhou dimensão expressiva. O grupo já chefia 21,6 milhões de domicílios, o equivalente a 32% do total — quase um em cada três lares do país. Os números fazem parte do levantamento “Geração 60: Moradia e Arranjos Familiares”, elaborado pela Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados a partir da Pnad Contínua, do IBGE, referente a 2025.

O peso dessa geração também aparece nas finanças domésticas. Em 87% das residências onde vivem pessoas com 60 anos ou mais, as decisões sobre as contas passam por elas, seja diretamente na chefia, seja no compartilhamento da gestão do orçamento. O grupo registra renda mensal média de R$ 3.865, a maior entre as faixas analisadas, acima da média geral de R$ 3.560 e dos R$ 1.836 registrados entre jovens de 18 a 24 anos. 

O resultado, porém, não representa avanço do poder de compra: o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais, enquanto a renda média da população em geral avançou 13%.

As mulheres são maioria entre os responsáveis pelos domicílios nessa faixa etária. Em 2025, 11,7 milhões de mulheres idosas estavam à frente de suas casas, ante 9,9 milhões de homens, diferença de 1,8 milhão. 

Em 2024, eram 11 milhões de mulheres e 9,6 milhões de homens, uma distância de 1,4 milhão. Os números mostram que a participação feminina cresceu e ampliou a diferença em relação aos homens de um ano para o outro.

Para Ana Paula Barbosa Pereira, especialista em longevidade e mestre em gerontologia social, a maior autonomia conquistada ao longo da trajetória profissional também pode vir acompanhada de responsabilidades financeiras sobre outros integrantes da família. 

O levantamento chama atenção ainda para a situação daqueles que permanecem no mercado de trabalho após a aposentadoria, muitas vezes em condições de informalidade, enquanto continuam exercendo papel relevante na sustentação econômica do lar.