Justiça manda Casas Bahia restabelecer vínculos de 1,9 mil trabalhadores
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Drones, sensores e máquinas inteligentes estão entre as aplicações, mas expansão da conectividade rural será decisiva para ampliar a adoção.
A inteligência artificial pode acrescentar R$ 48,2 bilhões ao PIB da agropecuária brasileira até 2030, segundo estudo do Reglab, centro de pesquisa dedicado aos setores de tecnologia e mídia. Encomendado pela OpenAI, o levantamento considera o impacto econômico potencial da tecnologia entre 2027 e 2030.
No campo, a maior parcela dos ganhos deverá estar associada não diretamente à produtividade dos trabalhadores, mas à maior eficiência de máquinas, equipamentos e infraestrutura produtiva. Segundo o estudo, 92% do impacto projetado virá do chamado efeito-capital, enquanto 8% estará relacionado ao aumento da produtividade do trabalho.
Na prática, a expectativa é que a IA seja cada vez mais incorporada aos equipamentos utilizados na produção, ajudando a melhorar a precisão das operações, reduzir paradas e otimizar recursos.
“No agro, a IA encontra um ambiente em que máquinas e equipamentos têm um peso muito grande na produção. Por isso, o principal potencial econômico da tecnologia está em tornar esse capital mais produtivo”, explica Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab.
IA dentro das lavouras
Entre as aplicações consideradas estão drones para monitoramento de plantações, sensores para acompanhar umidade e nutrientes do solo e colheitadeiras capazes de ajustar sua operação conforme as condições encontradas no campo.
Essas soluções estão relacionadas ao avanço da agricultura de precisão e exemplificam como dados e sistemas inteligentes podem ser integrados às diferentes etapas da produção agropecuária.
O estudo, porém, aponta um desafio para que o potencial econômico estimado seja alcançado: a conectividade rural.
Segundo Ramos, ampliar a cobertura digital e a infraestrutura necessária ao processamento de dados será fundamental para permitir que sensores, drones, máquinas conectadas e outras tecnologias sejam utilizadas em maior escala nas propriedades brasileiras.
Impacto pode chegar a R$ 986,7 bilhões na economia
Quando considerados os 12 setores analisados pelo Reglab, o potencial econômico estimado da inteligência artificial é ainda maior. A tecnologia poderia acrescentar R$ 986,7 bilhões ao PIB brasileiro até 2030.
Nesse cenário mais amplo, a distribuição dos ganhos se inverte em relação à agropecuária: 65% do impacto estaria associado ao aumento da produtividade dos trabalhadores, enquanto 35% viria da maior eficiência de máquinas, equipamentos e processos.
Para o setor agropecuário, portanto, a expansão da IA tende a ocorrer principalmente por meio da combinação entre tecnologia, equipamentos e dados — sem eliminar a participação humana nas decisões.
“A colheitadeira ficou mais inteligente, mas alguém continua decidindo quando ela entra na lavoura. Muda o kit de ferramentas: máquinas, sensores e sistemas que aprendem com os dados da própria lavoura”, conclui Ramos.
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