“Portas que não se abrem podem significar caminhos que não são seus!”
José Alves, empresário e sócio da Rota 99 e Imagem Digital
Fui convidado para escrever este texto me apresentando como empresário, contando um pouco da minha história e como foi esse caminho até chegar onde estou.
Meu nome é José Alves, tenho 59 anos e trabalho na área de comunicação e publicidade há bastante tempo. Além disso, realizo trabalho voluntário dando aulas de yoga para familiares e amigos.
Sou sócio de duas empresas de mídia exterior – Rota 99 e Imagem Digital –, que atuam com publicidade em rodovias, pedágios, shoppings e avenidas de Salvador e Lauro de Freitas. Sempre trabalhei na área comercial e estratégica dessas empresas, sendo responsável por captação de clientes, negociação com parceiros e fornecedores, projetos de ampliação para instalação de novos painéis, comunicação com o mercado, entre outras atribuições do meu dia a dia.
Depois dessa breve apresentação, acredito que vocês, leitores, devem estar se perguntando: o que o título deste texto tem a ver com essa história?
Até um tempo atrás, eu também achava que o caminho para o sucesso (financeiro e profissional) era cheio de percalços, um desafio hercúleo, repleto de renúncias e, o mais importante, sem nenhuma garantia de êxito. Sempre me questionei: caso esse sucesso chegasse, ele realmente me realizaria? Poderia dizer que essa conquista seria a realização de um sonho ou apenas estaria juntando os cacos dos outros aspectos da minha vida que ficaram pelo caminho para alcançar esse objetivo?
Se, ao conquistar sucesso financeiro e profissional, deixamos para trás nossa saúde, nossas relações familiares e pessoais, nossa consciência e nossos valores, será que não acabamos nos deparando com um vazio existencial? Será que o que temos expressa, de fato, quem realmente somos?
Existe uma frase que diz: “Há pessoas tão pobres, mas tão pobres, que a única coisa que têm é dinheiro.”
Foi dentro desse contexto, e consciente de que não poderia negligenciar esses outros aspectos da minha vida em busca desse objetivo, que aconteceu minha grande virada de chave.
O passo mais importante nesse processo é o autoconhecimento.
Quem sou eu? Para onde quero ir? Qual o meu propósito de vida? Quais são os meus conhecimentos e ferramentas para chegar onde desejo?
O processo de autoconhecimento é um mergulho dentro de si mesmo, buscando compreensão e despertando a espiritualidade para uma vida mais holística. Percebi que meu objetivo não era apenas ganhar dinheiro e ter sucesso profissional, mas sim conquistar um estilo de vida sustentável, com tempo para viver, relacionamentos saudáveis e atitudes alinhadas com meus valores.
O sucesso sem esses atributos é um atalho que pode até encurtar o caminho, mas faz com que cheguemos ao final fragilizados.
Saber onde se quer chegar, ter um propósito e agir de acordo com seus valores torna a jornada mais leve. Não é preciso “matar um leão por dia”, nem encarar a vida como uma batalha ou se posicionar como um guerreiro. Quando entramos no fluxo da vida, ela entra em um novo ritmo – mais leve –, e as coisas começam a acontecer. A gratidão se multiplica, e mais bênçãos chegam até nós.
O questionamento proposto no título deste texto gira justamente em torno disso: será que esse caminho repleto de sacrifícios para alcançar nossos objetivos não são, na verdade, portas que não se abrem porque esses caminhos não são nossos?
Será que o sucesso precisa, necessariamente, vir acompanhado de tantos percalços, ou talvez esteja faltando um alinhamento para que possamos escolher a porta certa e trilhar um caminho mais leve, com mais paz, harmonia e menos batalhas?