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Nova tecnologia de inteligência artificial desponta como aliada da eficiência logística portuária

Solução baseada em transmissão semântica promete reduzir latência, ampliar eficiência operacional e melhorar o planejamento logístico.

Nova tecnologia de inteligência artificial desponta como aliada da eficiência logística portuária
Adriano Sampaio

Adriano Sampaio

22/07/2026 12:45pm

Foto: Arquivo

A inteligência artificial aplicada à infraestrutura de telecomunicações pode inaugurar um novo ciclo de eficiência para a logística portuária. Essa é a avaliação do CEO da Duplamente Inteligência de Mercado, Adriano Sampaio Ferreira, em artigo no qual analisa os avanços apresentados durante a WAIC 2026 (World Artificial Intelligence Conference), realizada em Xangai, um dos principais eventos globais dedicados à inovação tecnológica.

Entre as soluções destacadas pelo executivo está o AI Flow, desenvolvido pela TeleAI, divisão de inteligência artificial da China Telecom e vencedor do SAIL Award, reconhecimento considerado um dos mais importantes da área. Segundo Adriano, a tecnologia substitui o modelo convencional de transmissão de dados por um sistema de comunicação semântica tokenizada, reduzindo significativamente a necessidade de largura de banda sem comprometer a integridade das informações.

Na avaliação do especialista, esse avanço pode representar uma resposta direta a desafios recorrentes da operação portuária. Entre eles estão a latência em sistemas de telemetria de equipamentos, limitações de conectividade em áreas operacionais e a dificuldade de sincronizar informações entre embarcações, praticagem e centros de controle. O resultado esperado seria maior previsibilidade operacional, redução do tempo de permanência de cargas, melhor planejamento de atracações e diminuição de custos associados à demurrage e detention.

Adriano Sampaio Ferreira destaca ainda que um dos principais diferenciais do AI Flow é sua possibilidade de aplicação comercial em diferentes mercados, sem depender de acordos geopolíticos específicos. Para ele, acompanhar a evolução dessa tecnologia tornou-se uma medida estratégica para organizações que buscam aumentar a competitividade e antecipar tendências na logística portuária, especialmente diante das oportunidades de modernização da cabotagem e da infraestrutura brasileira.