Foto: Divulgação / BYD
A BYD e o Sistema FIEB deram mais um passo no alinhamento estratégico para consolidar e expandir a atuação da montadora na Bahia. Em reunião realizada nesta quinta-feira (5), na sede da FIEB, em Salvador, representantes das duas instituições discutiram medidas para reforçar o suporte técnico e institucional ao complexo industrial da empresa em Camaçari.
Participaram do encontro o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li, o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, além de dirigentes das entidades que compõem o sistema. A agenda teve como foco o fortalecimento do investimento da companhia no estado, considerado estratégico para impulsionar a cadeia produtiva, gerar empregos e ampliar o desenvolvimento tecnológico na Bahia.
Durante a reunião, a BYD buscou informações sobre capacitação de mão de obra, certificação de origem, ampliação do conteúdo nacional na produção e possibilidades de exportação a partir da Bahia para países como México, Argentina, Uruguai e demais integrantes do Mercosul.
Tyler Li destacou que o estado já ocupa papel central nos planos da empresa. “A Bahia passou a ser nossa casa. Avançamos de forma significativa no conteúdo local nos últimos meses, mas ainda precisamos ampliar o número de engenheiros e profissionais qualificados. Também queremos aprofundar as discussões sobre exportação para o Mercosul e o México”, afirmou. Ele ressaltou ainda o interesse da montadora em manter uma parceria sólida e duradoura com a FIEB.
Carlos Henrique Passos apresentou como as entidades do Sistema FIEB — SESI, SENAI, SENAI Cimatec, IEL e CIEB — podem colaborar com a empresa nas áreas de qualificação profissional, inovação, tecnologia e gestão industrial. “Nosso papel é oferecer todo o apoio necessário para que esse investimento estratégico gere ainda mais impacto positivo na indústria baiana e na criação de emprego e renda”, pontuou.
A unidade da BYD em Camaçari é a primeira fábrica automotiva da empresa no Brasil e já se destaca como a maior planta de veículos elétricos da América Latina, com 25 mil unidades eletrificadas produzidas desde outubro.
Como parte do acordo firmado com os governos estadual e federal, a montadora assumiu o compromisso de ampliar gradualmente o índice de nacionalização dos veículos. A meta é atingir 50% de componentes produzidos no Brasil até o final de 2026.