"Outro Atestado Médico?" (E Quem Paga a Conta é Sempre Você)
Imagem gerada por IA Em Salvador, uma atendente de restaurante na Graça começou a apresentar atestados médicos. O primeiro parecia normal. Depois vieram outros...
Por Adriano Sampaio, Analista de Inteligencia de Mercado e CEO da Duplamente Inteligência
BRAND FOODPRINT BRASIL 2025: O PANTEÃO DA PRATICIDADE
1. Coca-Cola (Líder absoluta, 12 anos no topo)
2. Nestlé (Ouro em versatilidade: Nescafé, KitKat, Maggi)
3. Minalba (Água barata + distribuição agressiva = subir 2 posições)
4. Ypê (Disruptor nacional: preço imbatível + "cheiro de limpeza" como branding)
5. Omo (Caiu 1 posição; premiumização falhou contra marcas próprias)
ASCENSOS BRUTAIS: O BRASIL PROFUNDO ENTROU NO JOGO
- Carrefour (Marca Própria): Crescimento explosivo de 45% em CRP.
Causa: Estratégia "Premium a preço de arroz" (ex.: café gourmet 30% mais barato).
- Magalu: Penetrou em +2.1 milhões de lares via crédito rotativo ("PIX agora, paga depois").
- Piraquê: Salto de 7º para 6º lugar. Tática: Focou em "preço psicológico" (R$ 4,99) e esqueceram de ESG.
QUEDAS ESTRONDOSAS: O PREÇO DA SOBERBA
- Unilever (Dove, Omo): Queda livre no ranking.
Causa real: Tentativa de "premiumizar" sabão em pó em meio à inflação de 18% no básico.
- Pepsi: Perdeu espaço para Guaraná Antarctica (mais barato e "mais brasileiro").
- Heineken: Caiu 3 posições. Ironia: Cerveja "premium" virou artigo de luxo em tempos de Brahma R$ 2,99.
TENDÊNCIAS CRUELMENTE PRÁTICAS
1. Marca Própria = Novo Império:
- Já são 25% dos itens no carrinho do brasileiro (Carrefour e Assaí lideram).
- Segredo: Copiam embalagens de líderes e cortam 30% do preço.
2. Ypê vs. Omo:
- Ypê cresceu 12% com foco em "cheiro bom e preço justo".
- Omo caiu apostando em "tecnologia sustentável" que encareceu o produto.
3. Magalu = Crédito como Produto:
- 60% das compras usaram "Parcelamento Magalu" (juros ocultos como driver).
CONCLUSÃO: O BRASIL NÃO QUER DISCURSO, QUER DESCONTO
O Brand Footprint 2025 escancara: o "propósito" é um acessório quando o arroz sobe 22% ao ano. Marcas que subiram (Ypê, Carrefour, Minalba) têm DNA pragmático:
- Preço visível na embalagem,
- Distribuição em bodega do interior,
- Zero falação de "mundo melhor".
Eis o dilema que persegue CMOs: Continuar gastando milhões em campanhas "humanizadas" para engajamento de 0.2% no Instagram, ou investir em redução de preço na prateleira? O consumidor brasileiro já respondeu: 1 em cada 4 itens no carrinho é marca própria. Enquanto marcas tradicionais dormem no "brand equity", os discounts viram gigantes copiando suas embalagens e cortando preços. A Kantar apenas registrou: o Brasil virou um cemitério de marcas que confundiu "propósito" com imunidade ao bolso.
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