Feeling não paga conta
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Por Sandra Teschner: especialista internacional em Ciência da Felicidade e fundadora do Instituto Happiness do Brasil. Une neurociência e gestão emocional para transformar vidas e ambientes com base em práticas reconhecidas globalmente
Foto: Acervo Pessoal
Numa época em que o mundo pede pressa, o corpo implora por pausa. E, ironicamente, a chave dessa pausa está em algo que temos desde que nascemos — mas que poucos aprenderam a ativar: o nervo vago.
A tendência mais quente do bem-estar em 2025 — segundo publicações como ELLE AMÉRICA e New York Post — não vem em cápsulas nem exige gadgets mirabolantes. Vem da neurociência e atende pelo nome de estimulação do nervo vago, responsável por acionar nosso sistema de calma, regeneração e digestão: o sistema parassimpático.
Mas antes, um “spoiler” anatômico:
Nosso sistema nervoso autônomo se divide em dois modos:
• O sistema simpático — que de simpático não tem nada — nos prepara para lutar ou fugir. É ele quem dispara o alarme: acelera o coração, aumenta a tensão, desvia energia do intestino para os músculos. É sobrevivência bruta.
• O sistema parassimpático — onde o nervo vago reina — nos convida a voltar para casa: estabiliza batimentos, reduz o cortisol, melhora digestão, foco, sono e até nossa capacidade de tomar boas decisões.
Estimular o nervo vago é como acessar o botão de “modo ser humano”.
E, segundo estudo publicado no Heart Rhythm O2 (2020), esse estímulo aumenta a variabilidade da frequência cardíaca (HRV) — indicador crucial para resiliência emocional e saúde cardiovascular.
Como ativar o nervo vago?
Nada esotérico. Nada caro. Tudo neurocientificamente eficaz:
• Respiração diafragmática: inspire 4 segundos, expire por 6, com foco no abdômen relaxado. Faça por 5 minutos, 3 vezes ao dia.
• Auriculoterapia: estimule pontos vagais na orelha com sementes ou leves pressões — técnica usada na medicina tradicional chinesa e validada por pesquisas recentes.
• Banho frio no rosto ou gargarejar também são estratégias simples e eficazes.
Se quiser um toque aromático: óleos de lavanda, camomila ou bergamota — inalados profundamente — também favorecem a resposta vagal, segundo práticas difundidas por biohackers e terapeutas integrativos.
O convite:
Experimente por 7 dias. Anote como você dorme, reage, sente.
Seu corpo já sabia o caminho da calma. Só precisava que você o ouvisse.
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