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Apartamentos menores, próximos a transporte e serviços, atendem consumidores que priorizam praticidade e menor custo na compra do primeiro imóvel
Foto: Divulgação Radar Imobiliário
Os imóveis compactos já respondem por uma parcela expressiva das vendas residenciais em Salvador. Dados da Brain Inteligência Estratégica divulgados pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI-BA) mostram que, em maio, 63% das unidades comercializadas na capital baiana pertenciam a essa categoria. Apartamentos de até 45 m², com plantas voltadas ao melhor aproveitamento dos espaços, vêm atraindo principalmente compradores em busca do primeiro imóvel, em um movimento que acompanha a alta de 52% na intenção de compra registrada no mercado imobiliário nordestino em 2026.
A localização aparece entre os principais critérios dessa nova demanda. Bairros como Caminho das Árvores, Rio Vermelho, Pituaçu, Piatã e Imbuí estão no radar de consumidores interessados em morar perto de transporte público, comércio, serviços e locais de trabalho. O comportamento é observado especialmente entre os mais jovens. Pesquisa da Localiza&CO realizada em 2025 apontou que 38% da Geração Z possuíam habilitação, percentual inferior aos 42% registrados entre millennials e aos 52% da Geração X. A menor dependência do automóvel amplia o interesse por imóveis menores em áreas mais conectadas da cidade.
A retirada da vaga de garagem também passou a ser usada como alternativa para diminuir o valor das unidades. Segundo Leandro Pinho, gestor comercial da MRV na Bahia, um apartamento sem vaga pode custar até R$ 60 mil menos, diferença capaz de ampliar o acesso ao financiamento imobiliário. A auxiliar de qualidade Mariane Lago, de 26 anos, por exemplo, adquiriu na planta um apartamento de 43 m² e considerou localização, segurança e proximidade com o transporte público entre os principais fatores da escolha. A compra foi viabilizada com enquadramento da renda do casal no Minha Casa, Minha Vida.
O avanço dos compactos ocorre ao mesmo tempo em que a oferta disponível diminui. No período analisado pela Brain, Salvador tinha cerca de 3.412 unidades dessa categoria em estoque, o menor volume dos últimos anos, segundo os dados divulgados pela ADEMI-BA. A combinação entre vendas concentradas em imóveis menores e redução da disponibilidade abre perspectiva de valorização desse segmento nos próximos meses.
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