Últimas notícias

Nova Rodoviária da Bahia altera a dinâmica urbana e a rotina de bairros de Salvador

Nova Rodoviária da Bahia altera a dinâmica urbana e a rotina de bairros de Salvador
Da Redação

Da Redação

19/01/2026 12:00pm

Foto: Manu Dias/GOVBA

A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador, que começa a operar na próxima terça-feira (20), já provoca mudanças na rotina dos moradores e no cenário urbano da região de Águas Claras. O novo equipamento passa a ocupar um papel que vai além do transporte rodoviário, influenciando a mobilidade, os serviços e o cotidiano de bairros como Pirajá, Cajazeiras e o Subúrbio Ferroviário.

Moradores do entorno relatam expectativas em relação aos efeitos da chegada do terminal. A técnica de enfermagem Jaqueline Garcia, que vive nas proximidades da Estação Campinas do Metrô, em Pirajá, aponta a geração de empregos e a valorização dos imóveis como impactos imediatos. A percepção é compartilhada por outros residentes, que observam o aumento do movimento e das atividades econômicas na região.

Para a comerciária Fernanda Coutinho, moradora de um condomínio próximo à Brasilgás, a rodoviária tende a atrair mais serviços e comércio, tornando a área mais procurada. Segundo ela, a presença do terminal modifica o fluxo de pessoas e amplia as possibilidades de trabalho e renda.

Com mais de 127 mil metros quadrados de área total e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi projetado como um ponto integrado de mobilidade. O espaço conecta metrô, ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais, com previsão de integração futura ao VLT. A estimativa é de que aproximadamente 20 mil passageiros circulem diariamente pelo local, com cerca de mil ônibus em operação todos os dias.

Além da função de transporte, o complexo reúne mais de 200 espaços destinados a comércio e serviços, como unidade do SAC, clínica médica, farmácias, delegacia, lojas e áreas de alimentação. A proposta é concentrar diferentes atendimentos em um mesmo espaço, facilitando o acesso da população.

No setor imobiliário, já é possível observar maior interesse por empreendimentos residenciais e comerciais de perfil popular na região. De acordo com a Ademi-BA, o movimento difere do padrão corporativo que predominava no entorno da antiga rodoviária, indicando uma mudança no tipo de ocupação urbana.

Especialistas avaliam que os impactos tendem a ser mais rápidos do que os registrados há cerca de 50 anos, quando a antiga rodoviária foi transferida para a região da ACM–Tancredo Neves. Desta vez, a implantação ocorre em uma área já consolidada, com comércio ativo e grande concentração populacional, o que acelera os efeitos sobre o território.

Para o governador Jerônimo Rodrigues, a nova rodoviária representa um equipamento público com potencial de reorganizar fluxos urbanos e ampliar o acesso da população a oportunidades de trabalho e renda, reforçando o papel do Estado na estruturação do desenvolvimento urbano.