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Museu Geológico da Bahia recebe o Mining Summit Bahia 2026 com foco em minerais críticos e desenvolvimento sustentável

Museu Geológico da Bahia recebe o Mining Summit Bahia 2026 com foco em minerais críticos e desenvolvimento sustentável
Da Redação

Da Redação

04/03/2026 7:21pm

Foto: Mário Marques

O Museu Geológico da Bahia (MGB), que completa 51 anos de existência neste mês, será sede do Mining Summit Bahia – 2ª Edição, no próximo dia 16 de março, das 8h às 18h30, em Salvador. Com o tema “Minerais Críticos, Inovação e Desenvolvimento Sustentável”, o encontro reunirá representantes do poder público, empresas, investidores, especialistas, academia e sociedade civil para discutir o futuro da mineração na Bahia e no Brasil. O museu é administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE).

O evento é uma iniciativa do Instituto Minere, com organização da SDE, e tem como objetivo fortalecer o protagonismo da Bahia no cenário nacional e internacional da mineração, especialmente diante da crescente demanda por minerais estratégicos essenciais à transição energética, à indústria tecnológica e às cadeias globais de suprimentos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, destaca a relevância do debate sobre minerais críticos, considerados fundamentais para a redução da pegada de carbono e para sustentar o avanço industrial e tecnológico. Segundo ele, a Bahia ocupa posição de destaque na transição energética e o governo estadual tem investido em uma produção de baixo carbono, com foco em conscientização, tecnologia e inovação — incluindo a mineração de minerais voltados à transição energética.

“Receber esse evento no museu tem grande simbolismo. O MGB é o primeiro museu científico e geológico da Bahia, estado que possui uma das maiores diversidades minerais do Brasil, produzindo mais de 40 tipos diferentes de minérios. Somos o único produtor nacional de vanádio, urânio e salgema, líderes em cromita, magnesita, talco e diatomita, além de grandes produtores de rochas ornamentais especiais, como os granitos azuis, únicos no mundo”, afirma o secretário. Ele também ressalta que a Bahia concentra cerca de 38% das áreas de pesquisa de terras raras no país, sendo considerada uma das regiões mais promissoras para esse segmento.

Programação e debates estratégicos

A programação do Mining Summit Bahia inclui painéis sobre o panorama dos minerais críticos no Brasil e na Bahia, exploração mineral — com análise de riscos e oportunidades —, segurança jurídica e marco regulatório, licenciamento ambiental, licença social para operar, gestão de riscos, compliance e agregação de valor às cadeias produtivas do setor.

De acordo com os organizadores, o evento se consolida como um espaço estratégico de diálogo técnico e institucional, promovendo conexões qualificadas entre empresas, governo, investidores, academia e sociedade civil. A proposta é fomentar discussões de alto nível sobre os desafios da mineração contemporânea, integrando políticas públicas, mercado e conhecimento técnico.

Além dos debates, o encontro também terá foco em networking, incentivando a troca de experiências, o compartilhamento de boas práticas e a construção de parcerias voltadas ao fortalecimento da mineração com base em inovação, governança e desenvolvimento territorial sustentável.