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Maior evento de cacau e chocolate do mundo estreia no Brasil em 2026

Maior evento de cacau e chocolate do mundo estreia no Brasil em 2026
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

06/04/2026 2:09pm

Fotos: Alberto Monteiro

O Brasil vai entrar oficialmente no circuito internacional do maior evento dedicado ao cacau e ao chocolate do planeta. Em dezembro de 2026, o país receberá pela primeira vez o Salon du Chocolat, feira global que tem sede em Paris e já passou por cidades como Tóquio, Nova York e Dubai.

A edição brasileira será realizada pelo Grupo M21, liderado pelo empresário baiano Marco Lessa, responsável por importantes iniciativas do setor.

A cidade anfitriã ainda será definida, mas três capitais estão no radar da organização: Salvador, pelo contexto histórico ligado ao cacau; Belém, pelo crescimento da produção amazônica; e São Paulo, pelo peso econômico e mercado consumidor.

A expectativa é reunir produtores de cacau, chocolateiros internacionais, chefs renomados e profissionais de toda a cadeia produtiva do cacau fino de origem. A programação deve incluir feira de negócios, palestras, desfiles, esculturas em chocolate e experiências gastronômicas.

Segundo Marco Lessa, a chegada do evento representa um movimento estratégico para valorizar a produção nacional e reduzir a dependência do modelo de commodity.

O Brasil é atualmente o único país do circuito do evento que reúne toda a cadeia: produz cacau, consome cacau, fabrica chocolate e possui mercado consumidor relevante. A proposta é aproveitar esse potencial para impulsionar o setor em diferentes estados e fortalecer a imagem do país como protagonista no cenário internacional do chocolate.

O investimento previsto para a edição brasileira pode chegar a € 1,5 milhão (cerca de R$ 8 milhões). Para comparação, a edição parisiense movimenta aproximadamente € 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões), sinalizando o forte potencial econômico e turístico do projeto. A estreia do evento no Brasil marca um novo capítulo para a cadeia do cacau nacional e reforça o país como território estratégico para o futuro do chocolate no mundo.